Como declarar investimentos no Imposto de Renda?

Como declarar investimentos no Imposto de Renda?

Fazer o dinheiro render pode gerar diversas dúvidas. Entre elas está como declarar investimentos no imposto de renda.

Para ajudar você a não perder tempo e organizar as informações para acertar as contas com o Leão, separamos algumas dicas importantes. Boa leitura!

Passo a passo: como declarar investimentos no Imposto de Renda

como declarar investimentos no Imposto de Renda

Cada tipo de investimento exige que o contribuinte insira as informações a seu respeito de forma diferente no programa da Receita Federal.

Por isso, é importante reforçar as orientações e ficar de olho no preenchimento. Assim, evita que sua declaração vá parar na malha fina, o que gera atraso na devolução da restituição e até mesmo multas. A seguir, veja como não errar!

Previdência privada

No caso da declaração da previdência privada no IR, como há duas modalidades de investimento, é preciso se atentar à forma de declaração.

Para quem faz o modelo completo, o ideal é contratar um PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres). Com ele, é possível deduzir até 12% da renda bruta anual.

Portanto, na hora de declarar, insira as informações na aba “Pagamentos e Doações Efetuados”, incluindo os valores pagos em seu nome e de seus dependentes.

Contudo, você vai precisar do nome da empresa, CNPJ e o valor que aplicou. Essas informações estão no Informe de Rendimentos da instituição financeira.

No entanto, se você faz a declaração simplificada, deve optar pela modalidade VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres).

Nesse caso, as contribuições não são dedutíveis da base de cálculo do Imposto de Renda e, portanto, não precisam de comprovação.

Nessa modalidade, informe à Receita apenas o total do valor que acumulou até o momento. Essa informação precisará estar na aba “Bens e Direitos”, utilizando o código referente ao plano de seguro de vida.

Investimentos em ações

Para quem investe em ações, é necessário declarar os ganhos líquidos, os prejuízos e a posição das ações e os contratos mantidos até o dia 31 de dezembro do ano anterior no formulário “Demonstrativo de Renda Variável”.

Portanto, ao preencher essas informações, o programa automaticamente apura o resultado e mostra se houve lucro ou prejuízo.

Contudo, se houver lucro, o contribuinte é avisado sobre o valor de imposto devido (15% para operações comuns e 20% para day-trade).

Já no segundo caso, o programa registra o valor como prejuízo e o transporta para o próximo mês. Por lei, o contribuinte não é taxado se sua movimentação mensal for igual ou inferior a R$ 20 mil.

Todas essas regras seguem as mesmas de outros tipos de investimentos em renda variável, como BDRs e COEs ou, ainda, ações negociadas em operações de day trade. Portanto, se você tiver aplicações do tipo, basta repetir o passo a passo para cada aplicação.

Poupança

Porém, caso mantenha investimento em poupança, deverá declarar em “Bens e Direitos” apenas quando o valor acumulado é igual ou maior a R$ 300 mil.

Os rendimentos também são isentos, mas, caso superem R$ 40 mil mensais, é necessário declarar. Contudo, eles devem ser informados em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

Fundos de renda fixa

Se você investir em fundos de renda fixa — como é caso de papéis do Tesouro Direto e da LCI —, também é preciso informar, no momento da declaração, os valores totais, ainda que sejam tributados diretamente na fonte.

Quem possui esse tipo de investimento já tem um recolhimento semestral de 15%, descontado da quantidade de cotas que o contribuinte possui. E a diferença entre o valor pago e o valor total do imposto é pago no momento do resgate

Tesouro Direto

como declarar investimentos no Imposto de Renda: passo a passo

Quem investe em títulos da dívida por meio da plataforma do Tesouro Direto também deve declarar seus investimentos no IR. Para isso, é preciso ter em mãos o informe de rendimentos da corretora que intermediou a compra dos títulos.

Em seguida, com o programa de declaração da Receita Federal aberto, procure por “04-Grupo” e depois escolha o código “02 – Títulos Públicos e Privados Sujeitos à tributação”. Por fim, discrimine a situação da aplicação no último dia do ano anterior.

O tributo devido no Tesouro Direto é sempre retido na fonte, então, o contribuinte não precisa pagá-lo no momento da declaração.

CDB, RDB e LCs

Com Certificados de Depósito Bancário, Recibos de Depósito Bancário e Letras de Câmbio, o processo de declaração é bastante parecido com o que é feito para declarar o Tesouro Direto.

Portanto, é importante ter em mãos o informe de rendimentos da instituição financeira.

Em todos eles, basta informar a situação do rendimento nos mesmos campos mencionados no tópico anterior. Novamente, a tributação é automática, então, nada precisará ser pago no momento da declaração.

Debêntures

Para não errar na declaração das debêntures, primeiro inclua o saldo dos títulos no campo “Bens e Direitos”. Em seguida, informe os rendimentos obtidos com essa aplicação.

Nessa hora, será necessário diferenciar as debêntures comuns das incentivadas, que são isentas de IR.

As primeiras entram como “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”.

Já as aplicações isentas devem aparecer na declaração como “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, com o “código 24 – Outros” Em ambos os casos, informe o rendimento aferido e a fonte pagadora.

LCI e LCA

Tanto as letras de crédito imobiliário (LCI) quanto as do agronegócio são isentas da cobrança do Imposto de Renda. De qualquer forma, elas devem constar na sua declaração, caso você tenha investido em alguma dessas opções.

Primeiro, na ficha de “Bens e Direitos”, informe o saldo das aplicações no final do ano anterior, com a discriminação adequada dos títulos.

Contudo, se houve algum rendimento no período, é preciso informá-los entre os “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, com código 12.

CRI e CRA

Outros exemplos de investimentos isentos de IR, os certificados de recebíveis imobiliários ou do agronegócio (CRI e CRA), devem aparecer na declaração primeiro com o saldo atualizado e, depois, com os eventuais rendimentos obtidos no período.

O processo é bastante similar ao das letras de crédito do tópico anterior, então, basta repeti-lo para cada título que você tiver.

Organizando-se e sabendo como declarar investimentos no imposto de renda, não há nada o que temer na hora de acertar as contas com a Receita Federal.

Por isso, não deixe isso para o último instante e fique tranquilo com relação a essa obrigação anual.

Para mais dicas, continue nos acompanhando por meio das nossas redes sociais. Estamos no Facebook, Instagram, YouTube e LinkedIn.

materiais educativos

Cadastre-se para receber atualizações por e-mail