O custo do plano de saúde é o suficiente para o tratamento de doenças graves?

O custo do plano de saúde é o suficiente para o tratamento de doenças graves?

Um estudo feito pela Agência Nacional de Saúde (ANS) acompanhou o aumento no custo do plano de saúde para as operadoras do país. De 2014 a 2018, o valor gasto com a cobertura para internações hospitalares cresceu 73%; para terapias, 107,5%; e para consultas médicas, 41,8%.

Embora o órgão não regule preços do setor, esse monitoramento ajuda a entender como os valores são formados. Por exemplo, o custo médio por internação chega a ultrapassar R$ 5 mil em planos individuais ou familiares. E se esses valores aumentam para as operadoras, são repassados para o consumidor.

Em vista disso, é natural que o consumidor se pergunte: será que o que pago no plano de saúde é suficiente para cobrir minhas despesas em caso de doenças graves? A resposta é: dificilmente.

Neste artigo, você vai entender melhor o que está envolvido na formação de custo do plano de saúde. Veja também o que realmente pode dar a você e à sua família o aporte de que necessitam em casos de enfermidades de maior gravidade.

O custo do plano de saúde

Entenda o custo do plano de saúde e seus benefícios

Em primeiro lugar, é válido entender que existem pelo menos dois tipos de contratação em planos de saúde: individual/familiar e coletivo. Este último está geralmente relacionado ao mercado de trabalho, ou seja, quem contrata é uma empresa. Já os planos individuais e familiares são contratados por pessoas físicas.

Por esse motivo, a formação dos custos dessas modalidades é diferenciada. Afinal, os contratantes de planos coletivos têm um poder de barganha maior. Assim, o poder público intervém mais intensamente nos reajustes de preços de planos feitos para pessoas físicas.

A formação dos preços se baseia principalmente nas coberturas expressas no contrato e na frequência de utilização dos serviços. A tabela divulgada pela ANS referente ao estudo mencionado no início deste artigo dá uma noção mais clara dos dados extraídos pelas operadoras para formar seus preços.

Veja alguns exemplos dos planos familiares ou individuais:

• consultas médicas: custo médio de R$ 73,91 e uma frequência de utilização de 5,96 vezes por ano;

• exames complementares: custo médio de R$ 75,89 e uma frequência de utilização de 14,44 vezes por ano;

• internações: custo médio de R$ 5.729,43 e uma frequência de utilização de 0,21 vezes por ano.

Outras variáveis também determinam a frequência em que uma pessoa vai usar ou não os serviços, como a idade do usuário. Por isso, quanto maior for a faixa etária, mais caro será o plano.

Por causa desse custo do plano de saúde, há um limite imposto pelas operadoras quanto aos tipos de serviços que serão fornecidos. Os procedimentos básicos inclusos no valor do plano de saúde dependem do contrato. Por exemplo, podem acolher:

• consultas e exames sem internação;

• consultas, exames e internação em ambulatório por até 12 horas;

• Hospitalar com ou sem Obstetrícia.

No entanto, há serviços que nenhuma modalidade cobre, como contratação de cuidadores, cuidados em casa, diversas terapias, tratamentos e medicações após a alta do paciente.

Entre planos e limitações, no entanto, há obrigações que toda operadora precisa cumprir. Entenda melhor!

Obrigações do plano de saúde

Talvez você não saiba, mas existem direitos dos quais os planos de saúde não podem privar você e sua família. Veja só!

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Limitação nos prazos máximos de carência

Sim, a ANS define prazos máximos de carências que devem ser obedecidos pelas operadoras do plano de saúde. Assim, elas podem exigir uma carência menor, mas nunca maior do que a ANS estipulou. Além disso, não podem recontar a carência — uma vez cumprida, não há volta.

Então, fique atento aos prazos máximos definidos pela ANS:

• consultas, exames e internações: 180 dias;

• doenças preexistentes: 24 meses;

• parto: 300 dias;

• emergência e urgência: 24 horas.

Não limitação de serviços

A operadora não pode impor limites ao número de consultas, internações ou exames. Mas existem alguns serviços nos quais existem limitações, como consultas com psicólogos e nutricionistas, que devem ser expressas em contrato.

Cobertura de consultas com profissionais de saúde

Embora alguns especialistas tenham limites de consultas anuais, de forma alguma o plano de saúde pode deixar de dar cobertura.

Orientações e consultas para planejamento familiar

Sabia que as operadoras são obrigadas a fazer consultas e realizar atividades educativas e aconselhamento para planejamento familiar? Esse direito está previsto na Resolução Normativa n. 387 desde 2017.

Assim, procedimentos como vasectomia, laqueadura, DIU (Dispositivo Intrauterino) hormonal e não hormonal (incluindo o dispositivo) devem ser cobertos pelo plano.

Cobertura para quadros de câncer, AIDS, quimioterapia, transfusões e radioterapia

É obrigatório oferecer cobertura ilimitada para quimioterapia, radioterapia e transfusões.

Além disso, todos os planos devem cobrir procedimentos ligados a câncer e a AIDS, sempre considerando as limitações do contrato. Lembrando que, se for uma doença preexistente, é preciso cumprir a carência de 2 anos.

O plano de saúde no tratamento de doenças graves

Como vimos, as despesas com saúde representam um custo importante, pois geram muitos benefícios e segurança para a família. Mas também há limitações, porque alguns serviços e terapias não são cobertos.

Mesmo em planos com cobertura completa, há necessidades que as operadoras não atendem, como cuidadores, medicações em casa e outros procedimentos domésticos.

Além disso, algumas especialidades têm um número de consultas limitadas por ano, e o usuário poderá precisar arcar com os custos extras por conta própria, sobretudo no caso de doenças graves, em que muitos dos cuidados serão feitos em casa e necessitarão de um acompanhamento maior e mais prolongado.

A importância do seguro de vida

Saiba por que o custo do plano de saúde não é suficiente para te proteger

Visando garantir a ajuda financeira necessária para dar conta de todos os custos, há a opção de contratar um seguro de vida. O Seguro de Vida Doenças Graves da MAG Seguros fornece ao segurado uma indenização se ele receber um diagnóstico de AVC (Acidente Vascular Cerebral), doenças cardíacas e diversos tipos de câncer, como leucemia.

Ao receber o recurso, o paciente pode usá-lo da forma como desejar, seja na contratação de cuidadores, seja na compra de remédios.

Os seguros de vida da MAG também podem incluir coberturas por Diária de Internação Hospitalar, garantindo um aporte financeiro para o segurado que precisar interromper suas atividades laborais. Esse recurso vale tanto para doenças graves quanto para acidentes.

Apesar do alto custo do plano de saúde, os contratos não cobrem muitas necessidades do paciente com uma doença grave. Por isso, o seguro de vida é uma alternativa importante que pode dar ao segurado o aporte financeiro no momento em que mais precisar.

O que achou da ideia de contratar um seguro de vida? Converse com nossa equipe pelo chat ou pelo telefone e saiba qual é a melhor opção para você e sua família!

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  • Publicado

    18 de novembro de 2020

  • Categoria

    Educação Financeira

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