Dicionário de investimento: 42 termos que você deve aprender

Dicionário de investimento: 42 termos que você deve aprender

Quando começamos a estudar o mercado financeiro e o mundo das ações, a gente se depara com inúmeras expressões e conceitos bem diferentes ao que estamos habituados, que merecem estar um dicionário de investimento.

Essa estranheza pode levar muitos novos investidores a acreditar que essas atividades são complicadas demais e que fazer investimento é só para profissionais. Mas não é bem assim, então, fique tranquilo!

Especialmente no início, é importante inteirar-se sobre esses termos técnicos para evitar confusões e garantir que você tome decisões inteligentes no que diz respeito à aplicação dos seus recursos financeiros.

Pensando nisso, preparamos um dicionário de investimento prático e bem completo com os principais conceitos que você precisa conhecer. Repare que essas expressões são muito recorrentes, porque fazem parte do “economês”. Mas vamos simplificar ao máximo para que não restem dúvidas, e você possa fazer investimentos sem medo do sucesso!

Conheça termos importantes no dicionário de investimento

1. Ação listada em Bolsa de Valores é o primeiro termo do dicionário de investimento

Podemos dizer que a ação é uma pequena fração do valor de uma empresa disponível para compra como investimento. Na Bolsa de Valores, ela é representada pelas siglas PETR3 e PETR4.

O titular de uma ação tem direito sobre seus lucros e ativos. Quanto maior seu número de ações, maior sua participação na propriedade da empresa. Trata-se de um título de renda variável, ou seja, seus valores não são fixos e estão sob constante oscilação.

2. Ação ordinária (ON)

A ação ordinária é um tipo de ação que dá direito à participação em direitos essenciais ao titular, tais como voto em assembleias da empresa e ganhos nos resultados do negócio. Em assembleias, cada ação ordinária equivale a um voto. Na sigla da ação, a ON é representada pelo número 3, como em PETR3.

3. Ação preferencial (PN)

É um tipo de ação que confere ao titular prioridade no pagamento de lucros e reembolso de capital. Funciona como uma forma de compensação, uma vez que esses acionistas não têm direito a voto. Na sigla da ação, a PN é representada pelo número 4, como em PETR4.

4. Acionista

Acionista é o titular de ações de uma sociedade anônima, ou seja, ele é proprietário de uma fração da empresa. O acionista pode ser majoritário ou minoritário.

5. Acionista majoritário

O acionista majoritário detém uma quantidade de ações que dá a ele o controle acionário de uma sociedade. Em outras palavras, ele possui mais da metade das ações que têm direito a voto. Por esse motivo, ele tem maior controle administrativo da empresa, pois seu voto sempre representará a maior parte dos votos de uma assembleia.

6. Acionista minoritário

O acionista minoritário é aquele que, apesar de ter direito ao voto em assembleias da empresa, não possui um número suficiente de ações que lhe permita decidir sozinho.

7. Alíquota

A alíquota, no dicionário de investimento, é um percentual ou valor fixo utilizado para calcular algum tipo de imposto. Os produtos e os serviços que compramos, por exemplo, sofrem acréscimos com base em alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Outro caso é alíquota de 8% sobre o salário referente ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que o empregador precisa recolher.

Sobre os investimentos, incide uma alíquota do Imposto de Renda (IR), que pode variar entre 22,5% e 15%, conforme o tempo em que o recurso está aplicado.

8. Aluguel de ações

No dicionário de investimento, o aluguel de ações é um recurso intermediado pela Bolsa de Valores e consiste no empréstimo de ações para outros investidores em troca de taxas.

Os investidores que tomam as ações usam esses ativos dentro do mercado financeiro em diferentes estratégias, como vender no mercado à vista como garantia em operações de mercado de liquidação futura. Funciona da seguinte forma:

• o doador informa à corretora a disponibilidade de suas ações para aluguel e as suas condições, ou pode fazer isso por meio do home broker, sobre o qual falaremos mais adiante;

• após dar garantias à corretora, o tomador recebe as ações alugadas, vende-as no mercado e tenta recomprá-las por um preço menor. Por exemplo, se ele vende uma ação por R$ 20 e recompra por R$ 15, terá R$ 5 de lucro. Após isso, ele a devolve ao dono dentro do prazo contratado pagando a taxa definida.

9. Ativo e passivo

O ativo é um termo do dicionário de investimento que refere-se a todos os bens e valores de uma pessoa física ou jurídica que pode ser convertido em dinheiro. Os passivos são o contrário dos ativos: referem-se a despesas da empresa.

10. BACEN ou BC (Banco Central do Brasil)

BACEN é a sigla para Banco Central do Brasil, ou simplesmente, Banco Central. A responsabilidade dessa autarquia é garantir a estabilidade da economia no país por regular o Sistema Financeiro Nacional (SFN), controlando a inflação.

Esse controle ocorre pela quantidade de dinheiro circulando no Brasil que o BC injeta no mercado. Por isso, é importante conhecer esse termo do dicionário de investimento.

A lógica é simples: muito dinheiro circulando motiva o consumo e tende a aumentar os preços, pois vai ter mais dinheiro para comprar do que produtos para serem comprados. Por outro lado, se há pouco dinheiro, existem poucas pessoas dispostas a comprar, então, os preços caem.

O Banco Central também é responsável por autorizar e por fiscalizar as operações das instituições financeiras e controlar o mercado de crédito.

11. Benchmark

No dicionário de investimento, benchmark é um tipo de referencial usado para avaliar a performance de uma aplicação financeira. Cada tipo de investimento é comparado a um benchmark apropriado, conforme o nível de risco. Assim, ele funciona como parâmetro.

Por exemplo, digamos que uma aplicação tenha rendido 9% no período. Foi bom ou ruim? Isso depende do nível de risco. Daí, compara-se com um benchmark equivalente. Entre os principais benchmarks utilizados aqui no Brasil, temos:

• CDI;

• taxa Selic;

• indicadores de inflação;

• índice Bovespa;

• taxas de câmbio.

12. Carência

No mercado financeiro, carência refere-se a um período em que o seu dinheiro vai ficar “preso” na instituição financeira em que foi aplicado. Alguns tipos de investimentos exigem que os recursos permaneçam no banco para ter tempo de gerar rendimentos. Nesse prazo de carência, não será possível fazer o resgate dos valores.

13. Carteira de ativos ou de investimentos

Trata-se de um grupo de investimentos que pertence a um investidor. Recomenda-se diversificar a carteira com ativos de diferentes níveis de risco e de rentabilidade a fim de, ao todo, garantir um bom equilíbrio entre risco, rentabilidade e segurança.

14. CDB

Os CDBs são Certificados de Depósito Bancário, títulos emitidos pelos bancos para tomar emprestado dinheiro das pessoas. Ele devolve o montante com juros. Eles podem ser prefixados ou pós-fixados, atrelados à rentabilidade de um indexador.

15. CDI

CDI são Certificados de Depósito Interbancários e funcionam como indexadores dos ativos no mercado. Nada mais são do que empréstimos de curtíssimo prazo feito entre os bancos.

Isso é necessário porque, segundo o Banco Central, os bancos precisam fechar o dia com caixa positivo. Assim, quando encerram negativos, eles fazem empréstimos com outras entidades bancárias, uma modalidade conhecida como CDI.

Assim, CDI não é um tipo de investimento, mas uma referência para investimentos de renda fixa, como os já citados CDBs, bem como os LCIs e LCAs, que citaremos mais adiante.

O valor dos CDIs normalmente acompanha a taxa Selic. É comum ver, por exemplo, ativos que pagam 102% do CDI. Então, se o CDI estiver a 6,82% ao ano, o investimento terá um retorno de 6,95%.

16. CETIP

A sigla significa Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos. É uma empresa privada que mantém uma infraestrutura e as ferramentas tecnológicas para o mercado funcionar. Em março de 2017, juntou-se à BM&FBovespa, dando vida à B3. Com isso, tornou-se a 5ª maior Bolsa de Valores do mundo.

A empresa fornece serviços de custódia, registro e liquidação de títulos e de valores mobiliários, como LCI/LCA, debêntures e CDBs.

Além disso, faz também processamento de TEDs e liquidação de DOCs e de boletos bancários. Sendo assim, ela atua como integradora do mercado financeiro. Inclusive, o sistema utilizado nos empréstimos entre bancos (CDIs) é o da CETIP.

17. Come-cotas

Trata-se da antecipação da cobrança e do recolhimento do Imposto de Renda de alguns tipos de fundos de investimento. Acontece a cada 6 meses, com alíquotas entre 15% e 20%, dependendo do tempo em que os recursos estão aplicados.

18. Corretora

A corretora é uma instituição financeira que intermedeia operações de venda, de compra e de aluguel de valores mobiliários, títulos e ações. Assim, se você deseja fazer transações na Bolsa de Valores, será necessário abrir uma conta em uma corretora. Ela será responsável por administrar carteiras de fundos mútuos, ações e clubes de investimentos.

19. Custódia

A custódia é o serviço de guarda, manutenção, registro e liquidação de ativos nas mãos de terceiros em nome do titular. Assim, no geral, ao investir um dinheiro na corretora, seu dinheiro não fica com ela, mas sim com uma custodiante. As três principais no Brasil são:

• Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC);

• Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic);

• Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (CETIP).

20. Day trade

day trade é uma operação de compra e venda de uma mesma ação que acontece no mesmo dia e pregão. Por meio dela, o investidor tenta tirar proveito da oscilação de preços para gerar lucros em curtíssimo prazo.

Por exemplo, digamos que o usuário tenha comprado uma ação do Banco do Brasil (BBAS3) às 11h da manhã por R$ 38,37 e, à tarde, o valor tenha chegado a R$ 41,23. Então, ele a vende às 16h por esse valor e obtém um lucro de R$ 2,86 por ação, ou seja, um rendimento de 7,4% em um mesmo dia.

21. Debênture

A debênture é um título de dívida de médio a longo prazo de empresas que não sejam instituições financeiras ou de crédito imobiliário.

Em outras palavras, ao investir em debêntures, você se torna credor de uma empresa, concedendo um empréstimo que ela poderá utilizar para financiar projetos, capital de giro etc. No fim do prazo contratado, o investidor retoma seu investimento acrescido de juros fixos ou variáveis.

22. FGC

FGC é o Fundo Garantidor de Crédito — uma entidade privada que dá proteção aos seus investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por banco. Assim, se a instituição financeira na qual você investiu falir, o FGC assegura seu dinheiro, e você não o perde. Por isso, vale a pena verificar quais investimentos contam com o FGC. Um termo importante no dicionário de investimento, não é mesmo?

23. Fundos de Investimentos (FI)

Um fundo de investimento reúne recursos financeiros aplicados por diversos participantes. O fundo é administrado por uma entidade financeira, que pode ser um banco ou uma gestora de fundos, por exemplo.

Uma analogia muito usada é a do condomínio, em que há vários membros, e cada um recebe um pedaço dos rendimentos conforme o tamanho de sua porção.

Para render, os recursos do fundo são aplicados em diversos tipos de investimentos conforme a política de investimento. Assim, a composição da carteira de investimentos varia de acordo com a natureza do fundo. Os principais são:

• fundos de renda fixa;

• fundos de ações;

• fundos imobiliários;

• fundos multimercado;

• fundos referenciados.

24. Fundos de pensão

Saiba o que é fundo de pensão no dicionário de investimento

Os fundos de pensão são reservas feitas por empresas para seus empregados e têm por objetivo tornar-se uma renda complementar para a aposentadoria de todos os participantes do fundo.

Assim como ocorre nos demais tipos de fundos, os recursos são aplicados em diversos tipos de investimentos para garantir rendimentos aos participantes e à entidade vinculada que administra o fundo. Nesse caso, os fundos são compostos por uma carteira bem diversificada, tanto de ações como de outros títulos mobiliários e de imóveis.

25. Home broker

Home broker é uma plataforma ou sistema que dá ao investidor as ferramentas necessárias para comprar, vender e gerenciar suas ações pela internet. Assim, ela conecta você à Bolsa de Valores.

26. IGP-M

O IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) é um índice medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) que mensura a inflação de preços, sejam de bens e serviços, sejam de matérias-primas no agronegócio.

27. Investimento

O investimento é uma aplicação de recursos que vão gerar ganhos a médio e longo prazos. No mundo das finanças, a ideia básica é aplicar dinheiro ou outros tipos de recursos para gerar mais dinheiro.

28. IPCA

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é um indicador que mede a variação de preços do comércio para o consumidor final. Ele é calculado todos os meses pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e é usado como índice oficial de inflação em nosso país.

29. Juros

Juros podem ser entendidos basicamente como a remuneração pelo aluguel de uma quantia. Quem detém o dinheiro concede um empréstimo, e o juro é tido como o preço do dinheiro.

O percentual praticado é baseado também no princípio de oferta e de procura, como qualquer outro bem negociado. Existem dois principais tipos de juros: simples e compostos.

• juros simples: os juros são calculados em cima do valor principal da aplicação ou do empréstimo;

• juros compostos: neste caso, os juros calculados em um período são somados, e esse montante será usado como base para o próximo cálculo de juros, potencializado os resultados.

30. Lastro

O lastro é um tipo de garantia dado ao credor como forma de reduzir as taxas de juros ou garantir uma linha maior de crédito.

31. LCA/LCI

Essas são as siglas para Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA). Esses títulos são emitidos pelos bancos, muito semelhantes aos CDBs.

A diferença é que são isentos de Imposto de Renda. Como o nome sugere, o dinheiro captado pelo banco com esses títulos deve ser direcionado aos fins para os quais foram propostos — setores do agro e imobiliário.

32. Liquidez

A liquidez é um conceito financeiro que se relaciona com a possibilidade de transformar um ativo em dinheiro. Em investimentos, refere-se à pronta disponibilidade de resgate de um valor investido.

Quanto mais rápido for possível sacar o dinheiro, maior a liquidez. Quando você pode sacar o dinheiro em qualquer momento, falamos de liquidez diária. Se for necessário esperar um prazo (carência) para o saque, temos a liquidez no vencimento.

33. Mercado financeiro

O mercado financeiro refere-se ao ambiente em que se negociam mercadorias, valores mobiliários e câmbio. Nesse contexto, incluem-se ações, títulos, produtos agrícolas, ouro e moedas estrangeiras, por exemplo. Nessas transações, diversas instituições estão envolvidas, intermediando e regulando as operações.

34. Perfil de investidor

perfil de investidor é um conjunto de características pessoais do usuário que determina seu grau de tolerância a riscos. Esse perfil pode ser conservador, moderado ou agressivo. Para descobrir em qual grupo você se encaixa, é necessário avaliar os seguintes aspectos:

• idade;

• objetivos com a aplicação;

• situação financeira (volume de renda e patrimônio, por exemplo);

• tolerância a riscos;

• conhecimento e experiência com o mercado financeiro.

35. Poupança

A caderneta de poupança é o investimento mais popular entre os brasileiros. Trata-se de uma aplicação de renda fixa isenta de quaisquer custos, tanto na abertura quanto na manutenção.

Ela apresenta alta liquidez, ou seja, o resgate pode ser feito a qualquer momento. A rentabilização, porém, é creditada apenas na data de aniversário da aplicação, isto é, demora 30 dias.

65% dos recursos alocados na poupança são obrigatoriamente utilizados pelos bancos no mercado imobiliário. Por exemplo, se alguém quiser financiar a casa própria, o banco utilizará o dinheiro que você deposita na poupança para fazer o pagamento, cobrando juros muito mais altos ao tomador do que pagará a você, como credor do banco.

36. Renda fixa e variável

Na prática, quando faz um investimento, você pode saber ou não de antemão quanto vai render sua aplicação. No caso da renda fixa, o cálculo do rendimento é definido previamente, no momento em que você aplica o recurso.

Aqui no dicionário de investimento, elencamos a poupança, títulos públicos e CDBs. Não estão tão sujeitos às oscilações do mercado e, por isso, têm baixo risco.

Na renda variável, o investidor não sabe quanto vai render a aplicação. As variações dos preços dos ativos ocorrem o tempo todo; assim, são de maior risco e podem trazer rendimentos muito maiores. Entre eles, destacam-se as ações da Bolsa de Valores e os fundos imobiliários.

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37. Rentabilidade

A rentabilidade (ou retorno) indica o índice percentual de valorização ou desvalorização de um investimento. Por exemplo, digamos que o investidor tenha feito uma aplicação de R$ 1.600 que deu um retorno de R$ 57,60. Então, podemos dizer que a rentabilidade foi de 3,6%.

38. Resgate

O resgate refere-se ao ato de sacar total ou parcialmente os valores investidos em uma aplicação financeira. Vale ressaltar que, para alguns tipos de investimentos, existem prazos de carência, período em que não é possível fazer o resgate.

39. Risco

O grau de risco de um investimento determina as chances de um tipo de aplicação trazer retornos positivos ou não. Quanto mais incerta for a rentabilidade, maior será o risco.

Essa probabilidade de ganhos ou de perdas pode definir em grande parte o nível de rentabilidade de um ativo, uma vez que se paga mais por investimentos de maior risco.

O mercado de ações, por exemplo, está exposto a muitos riscos. Podem surgir problemas climáticos, políticos, de compliance e muitos outros que interferem nos valores das ações das empresas.

Essa instabilidade faz com que os ganhos nesse tipo de investimentos possam chegar a elevados níveis a cada dia. Por outro lado, as chances de perdas também podem ser grandes, ao contrário do Tesouro Direto, que tem uma previsibilidade maior. Falaremos sobre ele nos próximos tópicos.

40. Swing trade

Em vez de realizar toda a negociação em um único dia, como no day trade, o swing trade é uma forma de negociação de ações na Bolsa de Valores em um prazo de alguns dias ou semanas.

Para isso, o investidor precisa perceber uma tendência de valorização em uma determinada empresa. Daí, compra sua ação por um valor mais baixo e espera alguns dias ou semanas para que ela valorize. Ao chegar no patamar de valorização desejado, ele faz a venda, obtendo lucro com a operação.

41. Tesouro Direto

Tesouro Direto é um termo muito importante no dicionário de investimento por ser um programa desenvolvido pelo governo federal para pessoas físicas negociarem títulos públicos pela internet. Trata-se de um investimento muito seguro e com baixo custo, sendo o ativo de menor risco. Os títulos públicos que mais recebem investimentos são:

• Tesouro Prefixado ou LTN (Letra do Tesouro Nacional): a remuneração é prefixada, ou seja, você já sabe quanto vai render assim que compra o título. Os recursos aqui são utilizados para cobrir déficits no orçamento ou em operações de crédito por antecipação de receita. Por isso, é conhecido como título da dívida pública;

• Tesouro Selic ou LFT (Letra Financeira do Tesouro Nacional): sua rentabilidade está atrelada à Selic, que é a taxa básica de juros. A rentabilidade é diária, e os rendimentos são pós-fixados, ou seja, até a data do vencimento, os juros variam;

• Tesouro IPCA — As Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B): a rentabilidade está atrelada à variação do IPCA, que funciona como um indicador oficial da inflação, e é acrescida de juros predefinidos. Essa soma constituirá um retorno pós-fixado, pois o IPCA oscilará até a data de vencimento. O recebimento do montante principal é feito em única parcela, mas os juros são recebidos a cada semestre;

• Tesouro Prefixado — NTN-F (Nota do Tesouro Nacional Série F): é um título prefixado, cujo pagamento é feito em única parcela, mas os juros são recebidos semestralmente em forma de cupons.

42. Títulos

Os títulos são papéis emitidos e vendidos por entidades públicas ou empresas privadas e disponibilizados no mercado financeiro como forma de levantar recursos.

Cada título funciona como um contrato de empréstimo, e a entidade tomadora do dinheiro compromete-se a devolver o valor acrescido de juros.

Os títulos privados são emitidos por bancos ou empresas. Alguns exemplos são COE (Certificado de Operações Estruturadas), além dos já citados CDBs, debêntures, LCI, LCA e LC.

Esperamos que esse glossário tenha sido útil para ajudar você a compreender melhor sobre o mercado financeiro. Entender o significado desses termos é indispensável para fazer bons investimentos e garantir o crescimento do seu patrimônio.

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  • Publicado

    01 de outubro de 2020

  • Categoria

    Educação Financeira

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