Finanças pessoais: leia aqui o guia definitivo para mantê-las sob controle

Finanças pessoais: leia aqui o guia definitivo para mantê-las sob controle

O gerenciamento de finanças pessoais é, aliado a problemas macroeconômicos, um desafio estrutural no Brasil.

Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 48% dos consumidores tiveram o nome negativado no país ao longo de 2019. E mais: 78% da nossa população não consegue chegar ao fim do mês com as contas todas em dia.

Os especialistas apontam que, na cultura brasileira, há pouquíssimo espaço para a gestão financeira individual, o que faz com que os brasileiros lidem com o dinheiro apenas em atos de receber recursos e pagar contas — isso quando sobra dinheiro.

É por isso que essa temática precisa ser mais discutida e difundida: já passou da hora dos cidadãos brasileiros assumirem o controle de suas finanças pessoais!

Continue lendo; neste guia completo, você vai ver dicas primorosas para manter suas finanças em dia e, a partir disso, pavimentar o caminho para a prosperidade.

O que são finanças pessoais?

finanças pessoais

As finanças pessoais fazem parte de uma área de conhecimento que estuda os conceitos financeiros e empresariais visando aplicá-los na vida de uma pessoa ou de uma família.

Em um nível ainda mais prático, também é correto ver as finanças pessoais como o processo de planejamento e de gerenciamento de atividades financeiras individuais, como geração de renda, gastos, poupança, investimento e proteção.

Essa é uma prática relativamente nova no Brasil e, por isso, muitas vezes, ainda é atrelada a livros de autoajuda. A boa notícia é que, apesar do ritmo lento, esse conceito está ficando mais popular.

É cada vez maior o número de autores, de blogueiros, de youtubers, de aplicativos e de softwares que ajudam as pessoas a tomar as rédeas de suas finanças e, assim, conseguir alcançar suas metas e realizar seus sonhos.

O estudo das finanças pessoais é dividido em dois ramos:

• finanças comportamentais: leva em conta os efeitos psicológicos e emocionais do ser humano nas suas decisões financeiras;

• finanças técnicas: avalia os estudos sobre dívidas, financiamentos, investimentos etc.

Juntas, essas duas áreas vão acolher diversos métodos e práticas que ajudam as pessoas a pensarem suas finanças de forma diferenciada e adotarem ações positivas em relação aos seus hábitos de consumo.

Qual é a importância da gestão das finanças pessoais

Quando olhamos do ponto de vista corporativo, a gestão está ligada à organização de todos os processos e operações. Existem metas que devem ser alcançadas, e tudo deve ser controlado para que isso seja possível. Assim, os gestores adotam estratégias e caminhos, e os funcionários colaboram para atingir os objetivos.

Os mesmos princípios funcionam na gestão de finanças pessoais. Ela parte do entendimento da forma do uso do dinheiro, da aplicação de práticas de gerenciamento, de mudanças de hábitos e da adoção de ferramentas de controle.

Assim, como em uma empresa, é importante que você tenha o controle de suas atividades para atingir suas metas. Sem gerenciar suas finanças, você não saberá quanto ganha, quanto gasta ou para onde vão seus recursos.

É por isso que o dinheiro acaba, e o mês, não. Dessa forma, mal sobra para cobrir as despesas rotineiras, quanto mais para poupar e investir.

Quer ver um exemplo bem prático da importância de ter uma boa gestão de finanças pessoais? Ela ajuda você a evitar dívidas e a manter uma classificação de crédito saudável.

Se você tiver dívidas incobráveis ​​e crédito baixo, isso pode afetar adversamente sua capacidade de obter crédito comercial — o que pode ser essencial para seu esforço de prosperidade.

Agora, não podemos negar que administrar o dinheiro é uma tarefa que demanda cuidado, conhecimentos e autodisciplina.

Não é uma chave que se vira de uma hora para a outra, mas o primeiro passo você já deu: está aqui lendo este texto, conscientizando-se e buscando dicas. Vamos em frente!

Como saber se as suas finanças pessoais estão bem?

Uma pesquisa realizada pela CNDL revelou que 45% dos brasileiros não têm ideia de como andam suas finanças. Além disso, 34% não fazem esse controle por pura indisciplina.

Isso mostra que ainda precisamos avançar bastante no gerenciamento das finanças pessoais, e o primeiro passo é entender como você tem lidado com o seu dinheiro.

Confira, a seguir, algumas dicas de como fazer essa avaliação.

Liste todas as suas receitas e despesas

Primeiramente, mapeie todos os seus gastos e ganhos. Isso inclui salário, rendimentos extras, aposentadoria, bolsas, contas da casa, financiamentos, previdência privada, aluguel, seguro de vida etc.

Também é necessário fazer um registro de todos os gastos do dia a dia, desde a compra de um simples biscoito até a aquisição de roupas e de eletrônicos. Dessa forma, você terá um controle preciso de como está empregando seus recursos.

Veja esse mapeamento como uma forma de saber o quanto do seu dinheiro já está comprometido no início do mês. É o famoso “jogar as contas na mesa” para ter uma visão panorâmica do desafio.

Categorize suas despesas

O segundo passo é separar seus gastos por categorias. Por exemplo:

• alimentação (café, lanches, restaurante etc.);

• contas da casa (energia, internet, água);

• moradia (aluguel, financiamento do imóvel, taxa de condomínio);

• lazer (cinema, teatro, jogos etc.).

Ao organizar seus gastos dessa maneira, você vai conseguir descobrir quanto gasta em cada categoria e visualizar com mais facilidade qual delas mais impacta o seu orçamento.

Também poderá começar a refletir sobre os pesos de cada perfil de despesa e ver quais são prioritárias e quais são supérfluas, por exemplo.

Analise seu saldo líquido

A fórmula é simples: receitas – despesas = saldo líquido. Em outras palavras, esse cálculo vai ajudar você a descobrir se está gastando mais do que ganha.

Se o resultado for positivo, sua saúde financeira está em bom estado. Caso contrário, se restou um saldo negativo, significa que é preciso reavaliar seus hábitos.

Não se desespere, você está tomando consciência e dimensionando o tamanho do desafio, o que vai ajudar a começar a traçar um plano de ação. Siga em frente!

Avalie suas dívidas

Calcule as dívidas e entenda o quanto elas pesam no seu orçamento mensal. Você está conseguindo dar conta do pagamento sem que isso comprometa seu padrão de vida? Ou algumas delas já estão ficando para trás porque não há dinheiro suficiente?

As respostas para essas perguntas podem revelar que você precisa renegociar algumas de suas dívidas para conseguir realizar todos os pagamentos. Acredite, a renegociação é, urgentemente, uma prática que tem que virar hábito entre os brasileiros!

Consulte sua poupança

Para avaliar suas finanças pessoais, avalie o quanto você consegue poupar mensalmente ou se é possível guardar alguma coisa.

A poupança é importante para você conseguir alcançar seus objetivos e dar a si mesmo e à sua família maior segurança financeira. Aqui uma frase de efeito: prosperidade não é sobre o quanto você ganha, é sobre quanto consegue poupar!

Quais são os principais erros das finanças pessoais no cotidiano

Se você está endividado, não consegue dar conta de suas despesas e não sobra nada para poupar, quais podem ser os erros? Veja, nos próximos tópicos, algumas falhas que a maioria das pessoas comete ao gerenciar as finanças.

Não acompanhar todos os gastos

Não basta registrar apenas as despesas mensais fixas; é necessário acompanhar todo o fluxo de gastos ao longo do mês.

Muitas vezes, o que faz diferença são as pequenas saídas não registradas. E somente tendo ciência delas é possível fazer mudanças nos seus hábitos de consumo.

Quando passam a ser mais rigorosas no acompanhamento de seus gastos, as pessoas costumam se surpreender ao ver o volume de dinheiro despendido mensalmente em um cafezinho naquela cafeteria da moda, por exemplo.

Não estabelecer objetivos financeiros

Você não vai saber que rumo tomar se não tiver metas. Como em tudo na vida, o que não tem objetivo está aberto ao acaso; mas, em finanças, o “bel-prazer” não costuma render bons frutos.

Os objetivos financeiros funcionam como um motivador para manter as finanças da família em dia e tomar sempre as melhores decisões em investimentos.

Abusar do crédito

cartão de crédito pode ser um grande aliado para você equilibrar suas finanças e adquirir bens importantes. Por outro lado, quando mal utilizado, traz muita dor de cabeça.

A verdade é que é gigante o número de pessoas que não entende muito bem como funciona o fluxo dessa modalidade de pagamento e acaba acumulando parcelas que pesam bastante no orçamento mensal.

Por isso, o ideal é optar por compras à vista. Caso seja realmente necessário parcelar, é importante planejar esse valor nos meses subsequentes.

Tomar decisões financeiras sem calcular o impacto

Uma decisão financeira pode ser a compra de um bem de maior valor, um investimento ou um resgate da poupança. Ao decidir entrar em um financiamento, por exemplo, é importante você levar em conta como isso vai pesar no seu orçamento em médio e em longo prazos.

Agora, como evitar esses erros e garantir que você será capaz de controlar seus gastos e vencimentos? Lembra-se das finanças técnicas e comportamentais? Nos próximos tópicos, vamos dar algumas dicas baseadas nesses ramos.

Por onde começar a organizar suas finanças pessoais

Não é simples o início da organização das finanças pessoais. Por isso, aqui estão algumas dicas para você começar:

• leia sobre o tema — algo que você já está fazendo aqui — e aproveite a quantidade incrível de materiais em audiovisual na internet;

• reflita sobre seu padrão de consumo e sobre seus gastos. Na correria do dia a dia, é normal não ter tempo para revisar hábitos que parecem já estar enraizados;

• pense sobre as compras por impulso. Elas são o grande trunfo do mercado, mas, se você realmente quer assumir o controle do seu dinheiro, precisa começar a reduzi-las;

• assuma sua gestão financeira como se estivesse trabalhando na área administrativa de uma empresa. Crie processos e rotinas para não deixar que o acaso mantenha você sempre no sufoco;

• arquive suas contas mês a mês para ter histórico e conseguir visualizar sua evolução no esforço de redução das dívidas.

Como organizar melhor suas finanças pessoais

Veja agora algumas dicas práticas de organização de finanças pessoais:

• entenda as práticas dos bancos nos quais você tem conta: veja que taxas são cobradas, que rendimentos consegue obter etc.; isso vai ajudar a avaliar a possibilidade de, por exemplo, mudar para uma instituição financeira com melhores condições;

• avalie a real necessidade de ter vários cartões de crédito: como já dissemos, abusar do cartão de crédito é um erro muito comum. Você é daquelas pessoas que têm mais de um cartão? Que tal concentrar tudo em uma única operadora de crédito e solicitar um limite maior? Tal mudança permite ter um controle maior e facilita a redução desse tipo de operação financeira;

• crie um orçamento geral e sub-orçamentos: saiba exatamente o montante de dinheiro disponível e para que ele deve ser usado, separando quantias para cada tipo de despesa. Você pode fazer, por exemplo, uma lista de compras de supermercado dentro de um determinado montante e cumpri-la à risca, evitando comprar por impulso;

• busque fornecedores com preços mais atrativos: você pode se surpreender com a qualidade de outras empresas que cobram mais barato pelos mesmos produtos e serviços. A “fidelidade” a determinadas marcas também é um hábito muito favorável às estratégias de marketing exploradas pelo mercado.

Como manter o controle das suas finanças pessoais no dia a dia

A gestão de finanças pessoais envolve mudanças de muitos hábitos e o aprendizado de métodos que vão auxiliar nessa tarefa. Confira o nosso checklist de planejamento financeiro e acompanhe as dicas a seguir!

finanças pessoais

Registre tudo

Como vimos, o registro é muito importante, seja realizado em um caderno, seja com métodos mais avançados, como planilhas eletrônicas e aplicativos (dos quais falaremos mais adiante). Todas as suas transações, principalmente os gastos, precisam ser categorizados.

O recomendado é que os gastos com itens essenciais, como moradia, transporte e mercado, representem até 50% da sua receita. Dessa forma, apenas metade da sua renda ficará comprometida com despesas básicas, o que dará maior segurança para você e para sua família.

Mas, quando falamos em registrar tudo, é para anotar tudo mesmo, por menor que seja o gasto. No começo, essa tarefa é mais difícil, mas, com o tempo, você vai conseguir adquirir esse hábito, principalmente quando perceber o efeito que ele traz para o seu orçamento.

Elimine despesas desnecessárias

Estando tudo registrado, é chegada a hora de avaliar quais despesas são desnecessárias e estão pesando no bolso.

Por exemplo, pode ser que você esteja pagando um pacote de TV por assinatura, mas sua família esteja consumindo apenas conteúdo por streaming na internet. Ou pode ser que a conta de telefone esteja alta demais por incluir serviços de ligação que você nem utiliza.

Viu como podem existir diversas fontes de desperdício que você só vai conseguir notar quando colocar suas despesas por escrito? Faça essa análise para economizar dinheiro em casa!

Mude seus hábitos de consumo

Se, por um lado, alguns itens podem ser desnecessários e é possível descartá-los, por outro, algumas atividades podem ser substituídas por opções mais baratas, ou até gratuitas.

Por exemplo, talvez você consiga deixar de pagar a academia e fazer atividades ao ar livre, que incluem caminhada, corrida ou exercícios em grupo na praia ou em praças.

Outro hábito que também pode custar caro é o de comer fora — ou pedir por aplicativos de entrega rápida. Em vez de gastar diariamente com comida pronta, alguns optam por almoçar no restaurante do trabalho ou levar comida de casa, que pode ser facilmente aquecida no micro-ondas da empresa — mas, é claro, isso depende da estrutura do local de trabalho.

Analise sua rotina e suas despesas e identifique quais delas poderiam ficar mais em conta.

Quite suas dívidas

Seu orçamento dificilmente ficará equilibrado se você não eliminar dívidas. Então, considere estas duas ações importantes: busque meios de eliminar suas pendências e evite novos endividamentos.

Após fazer o levantamento de todas as dívidas, siga os passos que detalhamos a seguir:

• priorize dívidas: algumas contas são mais pesadas e urgentes que outras. Por exemplo, pendências relacionadas ao cheque especial e ao rotativo do cartão de crédito podem virar uma bola de neve. Por isso, devem ser resolvidas prontamente. Siga esse princípio básico e você saberá por onde começar;

• saiba quanto pode pagar: antes de buscar seus credores para negociar as dívidas, avalie suas finanças pessoais e descubra que parte das suas receitas mensais pode ser destinada ao pagamento de dívidas. Afinal, não adianta combinar um valor com a instituição financeira e depois, novamente, cair na inadimplência. Além disso, pense em argumentos para você não sair perdendo na hora da negociação;

• renegocie dívidas: você está a fim de se livrar da dívida, certo? Seu credor também deseja muito recuperar o dinheiro. Isso quer dizer que ele também estará interessado em negociar e em aceitar uma proposta que seja viável para ambos os lados — não se esqueça disso para não correr o risco de fechar um acordo pesado demais para você e sua família.

Pague dívidas maiores com dívidas menores

Como afirmamos, algumas dívidas podem ser mais pesadas do que outras. Com isso em mente, pondere a possibilidade de fazer uma dívida com juros menores e que possa cobrir aquelas mais agressivas.

Por exemplo, o pagamento de um empréstimo pode ser mais leve do que ter que arcar com o peso de juros acumulados do rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial — eles crescem a cada mês!

Lembre-se, no entanto, de que pode levar um certo tempo para você se livrar das dívidas. Assim, nesse primeiro momento, o importante é você organizar as finanças e ganhar o controle dos seus gastos.

Com esse controle, você eliminará o endividamento, e o valor que, antes, era direcionado para a quitação de dívidas, poderá ser usado para outras finalidades importantes.

Forme uma reserva de emergência

É comum as pessoas entrarem no endividamento devido a imprevistos, como desemprego e doenças graves. A reserva de emergência é um recurso que ajuda a cobrir esses problemas sem que as contas fiquem totalmente comprometidas.

Vamos ver como criá-la? Acompanhe os três seguintes tópicos!

DEFINA O VALOR

Considerando a possibilidade de desemprego, recomenda-se que o fundo de emergência sustente seu padrão de vida entre 3 e 12 meses, dependendo dos riscos aos quais você está sujeito.

Se você for funcionário público ou aposentado, por exemplo, o risco de ficar sem renda é muito pequeno; se for autônomo, os riscos são maiores.

Então, digamos que você decida criar uma reserva para manter um padrão de consumo de R$ 1.800 durante seis meses.

Multiplicando os valores, sabemos que você precisará criar um fundo no valor de R$ 10.800. Assim, mesmo que um imprevisto aconteça, você terá um prazo de seis meses para encontrar outra fonte de renda.

DECIDA UM PRAZO REALISTA

Também é preciso analisar quanto tempo será necessário para criar esse fundo. Isso vai depender do quanto você pode disponibilizar por mês para investir. Você pode começar com um valor menor e ir aumentando aos poucos.

Leve em consideração os valores mencionados no tópico anterior. Por exemplo, se você conseguir poupar 10% de uma renda mensal de R$ 1.800, ou seja R$ 180, serão necessários 60 meses — sem contar a rentabilidade do investimento.

Considerando uma rentabilidade básica, como a da poupança, esse prazo pode diminuir para 53 meses. Por isso, o próximo passo é importante.

PENSE NO TIPO DE INVESTIMENTO

Para um fundo emergencial, é importante pensar em um tipo de investimento com liquidez diária, ou seja, que permita o resgate quando o investidor precisar, em qualquer dia. Além disso, é preciso que ele ofereça um equilíbrio entre risco baixo e boa rentabilidade.

Tendo em vista essas características, além da poupança, você pode optar por CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e alguns Fundos de DI (Fundos de Renda Fixa Referenciados).

Os CDBs, por exemplo, têm garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Assim, se a instituição financeira quebrar, o investidor recebe o dinheiro de volta até o limite de R$ 250 mil.

Opte por compras à vista

Comprar à vista traz diversas vantagens. Primeiramente, é mais fácil gerenciar, pois se trata de uma única movimentação financeira, geralmente dentro do mês de competência. Segundo, é possível conseguir descontos consideráveis.

Hoje, muitas lojas online, por exemplo, dão cerca de 10% de desconto em compras no boleto — uma grande economia, não é verdade?

Planeje seus gastos

Além de colocar seus gastos fixos por escrito para planejar suas finanças, você pode definir limites de gastos por categoria. Pense em cada categoria como um envelope onde está um determinado valor — as empresas chamam isso de “centros de custo”.

Por exemplo, digamos que você limite a R$ 100 as despesas mensais com lazer. Quando os gastos chegarem perto desse valor, você precisa dar uma segurada até o próximo mês.

Reavalie seus hábitos

Os registros que você fizer vão funcionar como um painel de controle, ou seja, eles não vão resolver seus problemas financeiros, mas servirão como base de informações para as suas decisões.

Assim, é sempre importante verificar, no fim de cada semana e mês, como você se saiu em relação aos gastos e detectar o que é preciso mudar.

Será que você extrapolou demais o limite de uma determinada categoria? Qual foi o motivo? Talvez você possa compensar por meio de cortes em despesas de outra categoria ou mudar pequenos hábitos de consumo.

É claro que são muitos dados para você gerenciar. Por isso, é fundamental contar com algumas ferramentas tecnológicas. A boa notícia é que elas nunca estiveram tão disponíveis como hoje, como você vai ver a seguir!

Quais são os melhores apps e planilhas de finanças pessoais

Veja, a seguir, nossas dicas de apps e planilhas que você pode usar para melhor gerir suas finanças pessoais!

Planilhas

O uso de planilhas eletrônicas geralmente é o passo seguinte de quem saiu das anotações no caderninho e deseja algo mais elaborado. E se você não sabe criar planilhas no Excel, não tem problema.

Existem diversas opções de planilha de orçamento pessoal gratuitas na internet para você baixar e preencher de acordo com suas despesas e receitas.

Elas são mais simples que os aplicativos, mas permitem um nível de automação e controle bem satisfatório. Além disso, são muito flexíveis, de modo que podem ser personalizadas conforme suas necessidades.

Aplicativos

Os aplicativos de finanças são mais interativos e têm funções bem interessantes para o usuário, que reduzem bastante o tempo gasto no gerenciamento das contas. Conheça, a seguir, os principais do mercado.

GUIABOLSO

Disponível para iOS e Android, o GuiaBolso costuma ser a primeira opção de app financeiro que vem à mente. Ele é totalmente gratuito e destaca-se pela função de sincronizar automaticamente suas transações bancárias e extrato do cartão de crédito.

Para isso, é preciso que você forneça sua senha pessoal para o app acessar seus dados — mas saiba que tudo é muito seguro, com a mesma tecnologia adotada pelas grandes instituições financeiras. Dessa forma, todo o registro é feito sem a necessidade de o usuário fazer os lançamentos.

MOBILLS

O Mobills também é uma ótima opção para usuários dos sistemas iOS e Android. Ele contém funções pagas, mas o modo gratuito não fica atrás dos concorrentes.

O app apresenta uma interface limpa e intuitiva, além de ser bem ágil para fazer os lançamentos manuais. Tudo pode ser gerenciado por meio de gráficos bem elaborados e muito práticos.

ORGANIZZE

Assim como o app anterior, o Organizze também tem uma versão premium, que abre a possibilidade de gerenciar diversas contas.

Disponível para iOS e Android, a versão gratuita do app conta com apenas uma conta para organizar todas as suas despesas e receitas, mas isso não deve ser um problema para usuários iniciantes e com movimentações mais simples.

Uma função muito interessante é a possibilidade de o Organizze ler mensagens SMS sobre movimentações bancárias. Ao receber a notificação, o app dá a opção de você registrar a transação. Isso fornece maior privacidade, ao mesmo tempo em que garante a praticidade do lançamento.

MINHAS ECONOMIAS

Minhas Economias é um aplicativo de finanças pessoais prático, intuitivo, leve e rápido, de modo que, em poucos minutos, você vai se desenrolar bem.

Totalmente gratuito, esse app pode ser baixado no Google Play e no iTunes. Ele conta com lembretes que ajudam você a não se esquecer de pagar suas contas e guarda suas informações na nuvem — assim, você não corre o risco de perder seus dados.

Livros

Planilhas e aplicativos são muito úteis para você organizar suas finanças pessoais, mas é preciso ter a motivação e o conhecimento necessários para levar adiante suas metas financeiras. Alguns livros da área podem ajudar você com isso.

Confira, a seguir, uma série de títulos que recomendamos:

• A cabeça do investidor: a autora Vera Rita de Mello Ferreira baseia-se nas ideias da psicologia econômica para apresentar os processos emocionais que norteiam nossas decisões financeiras;

• Casais inteligentes enriquecem juntos: Gustavo Cerbasi, um dos principais autores sobre finanças pessoais no Brasil, usa os princípios da educação financeira para mostrar como casais podem afinar seu orçamento de modo inteligente e produtivo;

• Os segredos da mente milionária: mais uma vez, os estudos financeiros comportamentais são a base de uma obra literária enriquecedora e instrutiva. T. Harv Eker expõe a diferença entre os pensamentos financeiros de pessoas bem-sucedidas e os das endividadas;

• Mundo financeiro: o olhar de um gestor: saindo das teorias comportamentais e partindo para uma área mais técnica, Alexandre Póvoa compartilha com os leitores sua vivência como gestor de fundos de investimentos.

Qual é a importância de aprender a poupar e a investir

Tudo o que dissemos até aqui é bastante prático, mas pode não funcionar se você não se educar no sentido de poupar dinheiro e investir.

Você deve economizar, basicamente, porque não pode prever o futuro; e investir para que o dinheiro poupado seja ativo e gere mais renda — uma combinação que pode ajudar você a se tornar financeiramente seguro e fornecer uma rede de segurança em caso de emergência.

Aqui estão algumas razões para trabalhar nessa direção:

• almofada de emergência: imprevistos como a necessidade de uma reforma, um problema de saúde e desemprego podem surgir para qualquer um. É bom ter uma reserva emergencial de dinheiro para não precisar recorrer a empréstimos com altas taxas, não é mesmo?

• longevidade tranquila: com mais avanços na medicina e na saúde pública, a expectativa de vida vem crescendo ano a ano no Brasil.

• aposentadoria: você pretende se aposentar algum dia, certo? Tenha certeza de que precisará de economias e de investimentos para substituir a renda que não receberá mais do seu emprego;

• volatilidade da Previdência Social: a Previdência Social nunca teve a intenção de ser a principal fonte de renda e deve ser tratada como um complemento. As mudanças demográficas demonstram que ela continuará sofrendo reformas no futuro. Certamente, você não quer depender somente dela quando chegar a velhice!

Em suma, sem dinheiro guardado e sem investimentos, você se abre para diversos riscos. Comece a economizar e a investir para ter mais tranquilidade.

Como economizar mais no dia a dia

Talvez você tenha lido até aqui e pensou: “Ok, mas por onde eu começo a guardar dinheiro, já que ainda não está sobrando?”. Confira, a seguir, algumas dicas que serão de grande valia!

• assuma uma rotina mais econômica: seja mais consciente na forma como que você gasta seu orçamento;

• elimine a compra por impulso da sua vida: analise bem se aquele item de fato é necessário;

• escolha qualidade em vez de quantidade: por que comprar cinco camisas baratas, que logo vão ficar inutilizáveis, se você pode comprar duas com um tecido melhor e que estarão no seu guarda-roupa por mais tempo?

• livre-se da “ciranda das aparências”: não seja como as pessoas que se endividam para ter o último lançamento sempre. O “efeito Kardashians” só é bom para uma família — a das Kardashians;

• busque maneiras de incrementar sua renda: pense no que você pode fazer para conseguir um dinheiro extra todos os meses;

• trabalhe para que sua família se engaje no esforço de poupar: torne isso divertido e mostre os resultados para que todos se sensibilizem, inclusive crianças.

Para o que você deve preparar suas finanças pessoais

Você deve estar se perguntando: por que tantos planos, métodos e esforços na gestão do dinheiro? Para atingir metas com maior tranquilidade, é claro. Além de se preparar para imprevistos financeiros, controlar o uso dos seus recursos vai ajudar você a realizar sonhos como:

• casar-se;

• fazer aquela grande viagem;

• ter filhos;

• planejar a educação dos filhos;

• comprar um carro zero;

• investir na casa própria.

Também é fundamental ter em mente que, quando você muda seus hábitos baseando-se em uma mentalidade de investidor, fica mais fácil enxergar maneiras de alcançar sua estabilidade financeira e fornecer mais segurança à sua família. Assim, consegue economizar dinheiro, mesmo ganhando pouco.

Além disso, é possível inserir um seguro de vida no planejamento financeiro da sua família — um investimento que protege as pessoas que você ama nos momentos mais difíceis.

Considerações finais

Como você viu ao longo deste texto, a gestão de finanças pessoais é fundamental e precisa urgentemente ser incorporada no cotidiano brasileiro.

Nós esperamos que este conteúdo tenha ajudado você tanto a se conscientizar quanto a começar a dar os primeiros passos rumo ao controle do seu dinheiro.

Sabemos não ser algo simples, mas não significa que seja uma tarefa impossível. Com os métodos e as ferramentas que mostramos, muitos homens e mulheres conseguem garantir o equilíbrio do orçamento da família. E o melhor: alcançando os objetivos que sempre sonharam. Experimente!

Que tal, você gostou das nossas dicas de gestão de finanças pessoais? Baixe nossos conteúdos no banner abaixo:

materiais educativos

  • Publicado

    01 de abril de 2020

  • Categoria

    Educação Financeira

  • Tags Relacionadas

    Finanças pessoais

Cadastre-se para receber atualizações por e-mail