Investimentos isentos de imposto de renda: você sabe quais são?

Investimentos isentos de imposto de renda: você sabe quais são?

Na hora de aplicar o tão valioso dinheiro, todo investidor deseja obter o máximo de rentabilidade possível. Mas nem todas as aplicações pagam tão bem quanto aparentam, pois os descontos de taxas e impostos prejudicam os lucros. Agora, você sabia que há investimentos isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoa física?

A rentabilidade desses ativos pode até não parecer tão atrativa de início. No entanto, por não existir o desconto no momento do resgate do dinheiro, esses ativos financeiros passam a ser ótimas opções em uma carteira de investimentos. Além disso, na maioria dos casos, eles têm risco baixo.

Quer saber quais são os investimentos que têm isenção de IR? Então, é só continuar a leitura!

Por que existem investimentos isentos de Imposto de Renda?

Não existe uma regra específica que o governo usa para isentar o pagamento de Imposto de Renda a certos investimentos.

Ainda assim, algumas modalidades recebem esse benefício para estimular os investidores a destinarem um maior fluxo de recursos a certas áreas. Esse é o caso dos setores imobiliário e do agronegócio, por exemplo.

O governo opta por abrir mão do Imposto de Renda com o objetivo de incentivar a entrada de dinheiro.

Portanto, com a ausência da taxação, mais pessoas investem nos ramos da construção, da agricultura e da pecuária, o que ajuda no crescimento dessas áreas.

Quais são as vantagens dos investimentos isentos de Imposto de Renda?

Muitas aplicações oferecem rentabilidades atrativas, mas a cobrança de tributos, como taxas e impostos, representa uma baixa no ganho líquido no fim do período.

Grande parte dos investimentos em renda fixa conta com percentuais de IR que variam de acordo com o tempo da aplicação.

Quanto mais tempo o capital fica investido, menor é a alíquota a pagar. Veja a relação entre os prazos de aplicação e a alíquota de IR.

• Até 180 dias: 22,5%.

• De 181 a 360 dias: 20%.

• De 361 a 720 dias: 17,5%.

• Acima de 720 dias: 15%.

De modo geral, se o cliente tem a disponibilidade para fazer investimentos de curto prazo, as aplicações isentas de Imposto de Renda podem ser mais atrativas.

No longo prazo, de acordo com a lógica geral do mercado, mesmo com uma incidência maior de tributos, as aplicações com cobrança de IR podem ser mais vantajosas devido à maior possibilidade da instituição financeira remunerar melhor os recursos com percentuais mais elevados.

Para saber se esse tipo de aplicação é vantajosa, você deve avaliar o horizonte de tempo que pretende deixar o seu capital investido e o seu perfil de investidor.

Quais são as desvantagens?

Veja a lista de investimentos isentos de imposto de renda

É preciso notar que, muitas vezes, facilidades de isenções de impostos podem esconder algumas desvantagens nas entrelinhas dos contratos. A poupança é um bom exemplo para o caso.

A modalidade não cobra Imposto de Renda do cliente, mas está entre as opções com as menores taxas de rentabilidade do mercado.

Outro ponto a se considerar é como as modalidades isentas de IR atendem a perfis diferentes de investidores.

As LCI e LCA, por exemplo, são títulos de renda fixa voltados para pessoas com perfis mais conservadores.

Contudo, é o oposto de quem aposta no mercado de ações. Isso porque esse cenário se mostra ideal para os clientes dispostos a correr mais riscos em busca de lucros mais altos.

Quais são os investimentos isentos de Imposto de Renda?

A seguir, apresentamos alguns dos principais investimentos que têm a isenção do IR. Acompanhe!

1. Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

A LCI é um ativo financeiro que funciona como um empréstimo, no qual o investidor concede uma quantia a uma instituição financeira.

Esse valor é destinado a empréstimos para financiar, exclusivamente, o setor imobiliário.

Portanto, a instituição credora paga um percentual de juros ao investidor (em que o indexador geralmente é o CDI) no prazo fixado no momento da contratação.

Além de a LCI ser isenta de IR, esse investimento ainda tem um baixo grau de risco, pois tem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O FGC é um fundo para a proteção do investimento caso a credora quebre. Ele tem um valor de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição financeira.

Devido ao maior nível de segurança da LCI, esse tipo de investimento também apresenta uma rentabilidade menor e tem indicação para os investidores mais conservadores.

2. Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

A LCA também é um ativo financeiro emitido por instituições públicas ou privadas, com características semelhantes às da LCI.

Contudo, a diferença, aqui, é que os recursos obtidos pela instituição são voltados para o financiamento das atividades do agronegócio.

O investimento é isento de IR, é considerado um título de renda fixa (baseado no percentual do CDI) e conta com o amparo do FGC.

Assim como a LCI, apresenta rentabilidade menor e é indicada para os investidores com um perfil mais conservador.

3. Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)

O CRI capta recursos para financiar as diversas transações do mercado imobiliário.

O investimento é lastreado em créditos, como contratos de aluguel de longo prazo e financiamentos de imóveis residenciais.

Os papéis têm emissão de companhias securitizadoras — empresas com a função de emissão, administração, cobrança e pagamento dos ativos.

A aplicação é isenta de IR, mas apresenta mais riscos que a LCI e a LCA por não ter a garantia do FGC.

Portanto, antes de investir nessa opção — e para evitar surpresas desnecessárias —, é recomendável analisar o histórico da empresa credora.

4. Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA)

O CRA funciona como o CRI, com a diferença de que os fundos estão vinculados a direitos de crédito do agronegócio, concedidos tanto aos produtores quanto às cooperativas.

Assim como o modelo anterior, essa aplicação apresenta mais riscos, pois se os contratantes não puderem pagar as dívidas, há a possibilidade de ocorrer o chamado calote. Mais uma vez, é necessário avaliar o rating da credora.

5. Debêntures incentivadas

Debêntures são títulos emitidos por companhias com o objetivo de captar recursos para financiar o próprio crescimento.

Quando o investidor aplica nessa opção, ele passa a ser credor da empresa e, com isso, começa a receber juros sobre o total aplicado.

As debêntures incentivadas têm isenção do Imposto de Renda, diferentemente das debêntures comuns.

6. Ações

A opção pode ser isenta de IR se a soma das vendas de todas as ações de um investidor em um mês renderem um valor menor que R$ 20 mil.

Caso esse total seja ultrapassado, existe a cobrança de 15% de IR sobre o lucro real.

Contudo, vale notar que os dividendos não entram na soma, pois a companhia dona das ações faz o pagamento do IRPJ antes de realizar a distribuição de lucros aos acionistas.

É importante destacar que muitos investidores qualificados costumam vender parte das suas ações, todos os meses, em um montante próximo ao valor limite da isenção para não arcar com os altos custos do Imposto de Renda em seus investimentos.

7. Fundos imobiliários

Caso a sua intenção seja investir no ramo imobiliário, é possível fazê-lo por meio de fundos imobiliários — esse investimento é isento de Imposto de Renda.

Aplicar em um fundo imobiliário é como alugar um imóvel próprio: quando você aplica, torna-se “sócio” de empreendimentos de boa reputação e recebe um percentual dos aluguéis.

Esse tipo de investimento é indicado para aqueles investidores que têm um nível de aversão ao risco menor, pois estão sujeitos às oscilações do mercado.

8. Poupança

Como se sabe, a poupança é um dos investimentos que apresentam a menor rentabilidade no país.

Mesmo sendo isenta da cobrança de IR, existem opções que oferecem o mesmo nível de segurança, que têm isenção do imposto e que oferecem maior rentabilidade, como a LCI e a LCA.

Como montar a sua carteira de investimentos?

Se você está em busca de uma boa rentabilidade para os seus investimentos é importante montar uma carteira diversificada. Acompanhe algumas dicas a seguir!

Conheça os principais investimentos isentos de imposto de renda

Conheça o seu perfil de investidor

O mercado financeiro oferece ativos para diferentes perfil de investidor, desde aqueles com mais tolerância ao risco até aqueles que querem ter mais segurança com as suas aplicações, mesmo que isso signifique menor rentabilidade.

É importante que você entenda qual é o seu perfil para saber quais tipos de ativos que oferecem isenção de IR valem a pena.

Defina os seus objetivos

Ter objetivos definidos com clareza é fundamental para a escolha dos ativos da sua carteira.

Portanto, avalie quais são os seus objetivos — como a compra de um carro, uma casa ou a realização de uma viagem — e veja qual montante você deve resgatar em um prazo mais curto, e qual poderá ficar investido por mais tempo. Dessa forma, é possível avaliar quais são as escolhas mais adequadas.

Conheça várias alternativas de investimento

Diante de tantos ativos existentes no mercado financeiro, pode ser difícil escolher os mais adequados para compor a sua carteira.

Contudo, você deve investir na sua educação financeira para tomar decisões mais acertadas, de acordo com o seu capital, para evitar riscos desnecessários.

Faça um gerenciamento de riscos

Ter um bom gerenciamento de riscos é fundamental para a sua estratégia de investimentos.

Não adianta você concentrar grande parcela do seu capital — que você precisará no curto prazo, por exemplo — em um ativo só porque ele é isento de IR, mas que apresenta alta volatilidade.

Portanto, avalie qual é o nível de risco que você tem disponibilidade de correr em toda e qualquer aplicação.

É preciso declarar investimentos isentos de Imposto de Renda?

Sim. Mesmo que o investimento seja isento de Imposto de Renda, o contribuinte precisa informá-lo na declaração do IR.

Pelas regras da Receita Federal, há três divisões para os investimentos, conforme o rendimento:

  • os isentos de IR;
  • os que podem estar sujeitos à tributação exclusiva;
  • os rendimentos tributáveis.

Essa divisão pode ser encontrada no programa de declaração de IR, na aba “Bens de Direitos”. Lá, é preciso informar os rendimentos de acordo com essas três categorias.

Como vimos, há diversas opções de investimentos isentos de Imposto de Renda para quem busca mais rentabilidade na hora de aplicar o dinheiro.

Vale a pena considerar essas alternativas ao montar uma carteira, pois, em muitos casos, a ausência de descontos se reverte em maior lucro — sem precisar correr nenhum risco desnecessário!

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