Guia do mercado financeiro para iniciantes. Por onde começar?

Guia do mercado financeiro para iniciantes. Por onde começar?

Os últimos movimentos da economia brasileira têm fortes reflexos no mercado financeiro para iniciantes e até para os mais experientes. Além disso, eles têm provocado reflexos profundos na cultura nacional.

Algumas variáveis, como as restrições promovidas na aposentadoria pública, bem como a queda vertiginosa dos juros do país (que tornou o rendimento líquido da caderneta de poupança próximo a zero) e a crise desencadeada pelo novo coronavírus despertaram milhões de brasileiros para a necessidade de conhecer o mundo das aplicações e aprender a investir.

Mas onde buscar conhecimento sobre o mercado financeiro para iniciantes? Como e por onde começar? O que deve ser avaliado na hora de montar uma carteira de investimentos? São respostas para perguntas como essas que você confere agora por meio do nosso passo a passo!

Guia do mercado financeiro para iniciantes

Por que começar a investir?

Saiba tudo sobre o mercado financeiro para iniciantes

As recentes mudanças etárias e demográficas na população brasileira impuseram alterações radicais na forma de enxergar o papel do Estado na vida das pessoas.

Com taxas de fecundidade cada vez menores e aumento crescente no contingente de idosos no país, o modelo atual de aposentadoria pública, pensões e outros incentivos governamentais começa a se esvair à medida que a População Economicamente Ativa (PEA) se torna cada vez menor.

A título de curiosidade, em 1960, a taxa de fecundidade brasileira era de 6 filhos por mulher; atualmente, chega a 1,7. Ao mesmo tempo, a expectativa de vida nacional saiu de 45,5 anos, em 1940, para 75,8 anos, em 2016.

Diante desse quadro, em que cada vez menos jovens contribuem para a provisão de uma quantidade cada vez maior de idosos, é natural que haja uma limitação no chamado “Estado de Bem-Estar Social”. Isso tem relação direta com o aumento da procura de temas como “mercado financeiro para iniciantes”.

A escassez de apoio do governo e o marasmo da poupança capitaneiam uma drástica mudança de mentalidade nacional (até então refém do prazer imediato e do baixo hábito de poupar): nas próximas décadas, é muito provável que cada brasileiro se torne o único responsável pelo seu próprio sustento na terceira idade.

Se isso de fato ocorrer, reflita: você terá recursos acumulados para prover seu sustento na velhice? Como dar conta dos custos com planos de saúde, medicamentos e qualidade de vida sem ter acesso a uma boa aposentadoria e, pior, sem ter feito qualquer investimento na juventude?

É por isso que, apenas no terceiro trimestre de 2019, as novas contribuições em planos de previdência privada cresceram 35,4%. O Brasil despertou para a urgência em investir.

Mas onde investir?

Investimento não é commodity, ou seja, não existem produtos financeiros padronizados que surtem os mesmos resultados para todos.

Cada perfil de investidor reflete um nível de tolerância ao risco, conhecimento de mercado, capital disponível para investimento, volume de reserva de emergência, objetivos, entre outros fatores que norteiam a formação de uma boa carteira.

Assim, de início, se você está interessado em temas como “mercado financeiro para iniciantes”, já podemos adiantar que o segredo do investidor de sucesso é conhecer bem o mercado e, mais do que isso, a si mesmo. Tomando as palavras do filósofo e estrategista militar chinês Sun Tzu, em A arte da guerra:

“Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”.

No mundo dos investimentos, essa reflexão cai como uma luva. É a partir do conhecimento de si mesmo que você encontrará as oportunidades alinhadas aos seus objetivos (e não o contrário).

Além dessa premissa, investir passa por regularidade, paciência e planejamento, tríade fundamental para se adaptar à lógica de renunciar no presente para colher no futuro. Essa transição de “chave” exige tempo, além da perseguição aos passos que você verá abaixo.

Qual é o passo a passo para a formação de um investidor de sucesso?

Veja o guia completo do mercado financeiro para iniciantes

Não importa se você ainda está tateando as primeiras informações sobre mercado financeiro para iniciantes. Luiz Barsi, maior bilionário da bolsa de valores brasileira, começou no mercado com alguns trocados colhidos no tempo em que trabalhou como engraxate em São Paulo.

E embora não haja uma fórmula exata, os mais bem-sucedidos costumam seguir as recomendações abaixo como verdadeiro mantra.

1. Conheça as opções de investimento

Se você gosta de acompanhar notícias do mercado financeiro, já deve ter ouvido que a caderneta de poupança é o investimento mais seguro do mercado. Mas já se perguntou por quê?

A poupança é considerada de baixo risco simplesmente porque conta com o amparo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), entidade que assegura ressarcimento do capital investido em caso de falência da instituição financeira (até R$ 250 mil por CPF e por banco).

A questão é que esse mesmo benefício também alcança ativos de renda fixa muito mais rentáveis, como CDB (Certificado de Depósito Bancário), LCI/LCA (Letras de Crédito Imobiliário e Agropecuário) e Letras de Câmbio.

Investir em renda fixa costuma ser interessante exatamente por conta dessa proteção, que é a mesma de muitos investimentos que nem todos conhecem.

Outra questão que quem está estudando o mercado financeiro para iniciantes precisa saber é que existem estratégias de manejo de risco que permitem investir em ativos mais arrojados, como ações. Um fundo de ações, por exemplo, oferece balanceamento da carteira (diluição dos riscos com ativos de menor volatilidade), além de gestão profissional.

Na verdade, o mercado nacional é tão vasto que é possível aplicar até mesmo em ações de gigantes internacionais, como Apple, Coca-Cola e Nike, daqui mesmo do Brasil, sem abrir conta no exterior. É preciso conhecer o mercado.

2. Descubra qual seu perfil investidor

Conforme explicado acima, perfil de investidor é muito mais do que tolerância ao risco. Passa por fatores como nível de conhecimento do mercado, objetivos, prazos, capital disponível e muito mais.

O ideal é contar com gestores de recursos com expertise em assessoria financeira, os quais serão capazes de cruzar as variáveis de seu perfil com as oportunidades de momento.

3. Entenda seus objetivos

Se seu alvo é pagar os estudos dos filhos no exterior, investir em fundos cambiais pode ser uma alternativa interessante para se proteger da variação do dólar.

Por outro lado, se você precisa conciliar controle de riscos com retornos mais audaciosos, fundos multimercados aparecem como opções a serem estudadas. Não existe investimento ideal: o investimento perfeito é aquele que se adequa ao seu propósito.

4. Comece simulando investimentos

Em 2019, quase 90% dos planos de previdência privada bateram o Certificado de Depósito Interbancário, o CDI, índice sempre muito próximo ao Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (taxa Selic) e que lastreia a remuneração de outros investimentos de baixo risco, como CDB.

Por isso, antes de começar a investir, é essencial analisar todos os produtos financeiros disponíveis e simular sua rentabilidade dentro do prazo de interesse.

5. Aprenda a jogar com o risco a seu favor

O problema de um investimento não está no risco, mas sim na falta de gerenciamento dele. Risco é inerente a qualquer movimento ocorrido no mercado.

Vamos lembrar, a título de exemplo, que o FGC só assegura ressarcimento de até R$ 250 mil por CPF (e por banco). Ou seja, se você tiver R$ 500 mil em poupança e o banco falir, adivinha o que vai ocorrer com os outros R$ 250 mil? Risco existe em todo lugar.

Em última análise, até mesmo a manutenção do dinheiro em colchões (como se fazia antigamente) traz riscos (de assaltos, de deteriorações por enchente etc.).

Quem está estudando o mercado financeiro para iniciantes precisa ter em mente que o risco costuma ser diretamente proporcional ao potencial de ganho. E que a diluição dessa incerteza se faz com um bom balanceamento da carteira (jamais aplicando todo o capital em um único ativo).

6. Não abra mão do planejamento financeiro

A palavra-chave aqui é resiliência. Se você montou um planejamento, é preciso segui-lo, sem se deixar ceder por ímpetos emocionais fora dos estudos realizados. Até porque boa parte dos erros na hora de investir tem relação com o improviso de impulso.

A mesma rigidez “militar” deve se aplicar à sua capacidade de poupança: se em seu orçamento doméstico foi definido que 30% de seus recursos serão destinados a reservas/investimentos, esse percentual deve ser alcançado, ainda que isso lhe custe renúncias de outras despesas.

Fazer investimentos não é questão opção: é obrigação em uma era em que se torna necessário conhecer as oportunidades de mercado e ser o senhor de seu próprio destino. Coloque nossas dicas de mercado financeiro para iniciantes em prática, continue estudando suas possibilidades de investimento e garanta um futuro tranquilo para você e seus familiares.

Está em busca de ferramentas do mercado financeiro para iniciantes? Então baixe nosso Manual do Investidor Iniciante agora mesmo!

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  • Publicado

    14 de setembro de 2020

  • Categoria

    Educação Financeira

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    Investimentos