Organização financeira: 7 dicas para manter uma vida equilibrada

Organização financeira: 7 dicas para manter uma vida equilibrada

O conceito de organização financeira vai além de simplesmente manter contas em dia; seus resultados também são bem mais do que de apenas acumular riquezas.

Estar em sintonia com as finanças pessoais significa ter noção do quanto se ganha e gasta e, com isso, saber com precisão para onde vai seu capital. A importância dessa consciência é que a relação com o dinheiro não raras vezes transborda a seara monetária, afetando seriamente a saúde e os relacionamentos do indivíduo.

Entre os benefícios de ter a vida financeira organizada, estão: investir naquilo que é, de fato, importante; garantir um futuro tranquilo para você e sua família e ter uma vida mais plena e harmoniosa com quem você ama.

Há algumas práticas eficientes para manter as finanças em dia e impedir que o dinheiro se torne uma doença em sua vida. Elas incluem atitudes como gastar menos do que ganha, quitar dívidas, ter um fundo de emergência, definir seus objetivos financeiros e estabelecer metas de despesas.

Quer ver em detalhes como manter uma vida equilibrada com a organização financeira em dia? As linhas abaixo mostrarão o caminho!

O descontrole financeiro sob o olhar da ciência

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O descontrole financeiro não está diretamente atrelado ao nível salarial do indivíduo, mas sim à sua incapacidade de reagir à esmagadora pressão social pelo consumo desenfreado.

Em uma sociedade que hierarquiza a relevância de cada cidadão de acordo com suas posses, o endividamento está muito mais ligado a questões culturais e psicológicas do que meramente financeiras.

Nessa espiral de consumir desesperadamente para ser reconhecido em seu meio social, comprar produtos/serviços de que não necessita e acostumar-se à lógica hedonista do “prazer imediato, ônus posterior”, é natural o desenvolvimento de doenças por descontrole financeiro. E as possibilidades de desequilíbrio psicossomático são inúmeras.

Em uma pesquisa inédita sobre o tema, feita pelo SPC Brasil, 65,6% dos entrevistados disseram ter desenvolvido depressão por conta da falta de organização financeira; 61,8% citam desencadeamento de um estado imutável de angústia, além de ansiedade (59,8%), baixa estima (57,8%), estresse crônico (57,8%), bem como culpa (46%) e vergonha perante família e amigos (43,9%).

Segundo profissionais de saúde, em períodos de crise, a quantidade de novos pacientes nos consultórios psiquiátricos pelo Brasil multiplica-se exponencialmente.

Também pudera. O ato de consumir libera neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina — substâncias químicas que inundam o sistema cerebral de prazer e são relacionadas à sensação de recompensa e de bem-estar.

O problema é que esse impulso nervoso de autoestima, motivação e plenitude dura pouco.

A compra não sustentável financeiramente não tarda a devolver ao consumidor a consciência de que o ímpeto do minuto anterior implicará a privação “a perder de vista” desse libertador estado de prazer. Isso por conta do aprisionamento indefinido às parcelas.

A necessidade incontrolável de uma nova liberação desses neurotransmissores estimula, então, a reincidência da compra por impulso (ainda que sem dinheiro).

Esta, por sua vez, repete-se outras vezes, gerando um círculo vicioso de “prazer – luto” … e uma conta bancária cada vez mais destruída.

É desse ambiente de caos em matéria de organização financeira que nasce o que se chama de oniomania (Transtorno de Compras Compulsivas – TCC).

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Não se atravessa o mundo sem dar o primeiro passo

Ceder aos impulsos de consumo é difícil. Não querer estar longe dos amigos naquela balada que todos já confirmaram presença; arrematar aquela roupa que parece ter sido feita para você (mesmo sem ter planejado a aquisição antes de se deixar seduzir pela vitrine); não ter paciência para juntar dinheiro antes de trocar de carro — qualquer pessoa, ocasionalmente, pode se deixar vencer por gastos não programados.

O problema é que resistir à compra de impulso na primeira vez é mais fácil do que na segunda. Manter-se firme diante da gôndola na quarta vez é mais complicado do que na terceira.

Ou seja, nosso sistema de recompensa cerebral tem uma chave de bom senso, uma espécie de “válvula da racionalidade” que vai ficando cada vez mais frouxa a cada derrota diante da vitrine.

Porém, ceder uma vez provavelmente vai facilitar o caminho para que a exceção se torne regra. E então, rapidamente, o indivíduo adoece, incapaz de controlar seus próprios atos de consumo e garantir o mínimo de organização financeira.

Apesar de ter consequências emocionais e psicológicas (podendo desembocar em manifestações patológicas concretas graves), o start para o transtorno compulsivo, assim como para a cura da oniomania, está em condicionar seu cérebro a se equilibrar diante da tentação por uma única vez.

É a reação invertida citada acima, em que o primeiro passo facilita o segundo, que torna mais simples o terceiro, que deságua em reequilíbrio emocional na relação com o dinheiro. Para isso, a mudança de hábitos é fundamental. Mas como guinar para a organização financeira?

Tentações de mercado, você e seu dinheiro: equalizando as relações

Sun Tzu, general e filósofo chinês (544 a.C. – 496 a.C.) ensina, em A arte da guerra, que, para vencer um inimigo, é preciso conhecê-lo tão bem quanto você conhece a si mesmo.

E aqui temos dois pontos principais: quem é você, e quais os instrumentos utilizados pelo mercado para tirar você dos trilhos.

Nesse segundo ponto, é preciso ter consciência de que, atualmente, as estratégias de marketing sensorial, usadas amplamente no varejo, buscam estimular seus cinco sentidos para fazer você se entregar de corpo e alma a uma compra inesperada.

Mais do que uma venda, o mercado sempre tentará passar a você que entregando uma experiência exclusiva (“deu a louca no gerente”, “só hoje, 50% off”): o objetivo é despertar seu senso de urgência.

Por curiosidade, experimente resistir por apenas um dia, retornando ao local no dia seguinte. Provavelmente você encontrará o mesmo produto, vendido pelo mesmo preço. Nada é tão urgente que não possa esperar.

O mercado publicitário também é abundante no acionamento de gatilhos mentais (inconscientes) para compra: pesquisas mostram, por exemplo, que 93% dos consumidores são impactados pelo aspecto visual de um produto.

Da mesma forma, a utilização de aromas que remetem a boas sensações aumenta o tempo de permanência do cliente em 15,9%, ampliando a possibilidade de compra em 14,8%. Conclusão: não entre — jamais — em loja alguma, sem que você tenha previamente planejado comprar algo.

Além do conhecimento e da precaução contra as estratégias de marketing do mercado, outro ponto para o desenvolvimento da organização financeira reside em você mesmo. E, na verdade, essa é a variável mais relevante.

As práticas financeiras recomendadas por especialistas incluem sistematizar suas receitas e despesas em uma planilha, acostumar seu cérebro que a compra é sempre precedida de pesquisa de preços e condicionar-se à lógica de “guardar primeiro, comprar depois” (o que significa fim dos financiamentos).

Além disso, elas solicitam ajustar seu padrão de vida para patamar inferior ao dos seus rendimentos (se você ganha R$ 5.000, só pode gastar 70%, ou seja, R$ 3.500).

Como manter a organização financeira

É por conta dos pontos mostrados que trazemos abaixo algumas orientações cruciais para uma mudança brutal em sua relação de consumo.

1. Saiba qual é a real situação das suas finanças

O primeiro passo para organizar a vida financeira é saber qual é a real situação das suas finanças. Analise seu extrato bancário, a fatura de cartão de crédito e outras entradas e saídas da conta.

Descubra se você gasta mais do que ganha e, principalmente, em que categorias do orçamento estão suas principais despesas.

Nessa análise, não deixe de prever também os gastos futuros, como impostos, e possíveis dívidas.

Depois de saber exatamente para onde está indo seu dinheiro e se as finanças estão em equilíbrio (com as receitas superando as despesas), você pode traçar um plano de ação para sua vida financeira.

Considere, por exemplo, metas de gastos para cada categoria do orçamento e previsão de quanto terá disponível para investimento. Esse diagnóstico é o passo zero para alcance de um nível mínimo de organização financeira.

2. Não toque em seu cartão sem que isso seja documentado em sua planilha

planilha de finanças pessoais será sua bússola e, ao mesmo tempo, sua bíblia financeira. É a ela que você recorrerá sempre que acreditar que precisa comprar algo.

A resposta definitiva deverá vir de sua liquidez, do quanto em dinheiro está previsto sobrar no fim do mês (sem comprometer seus 30% destinados a investimentos, sobre os quais falaremos mais tarde).

Do cafezinho à cervejinha do happy hour, absolutamente tudo deve ser documentado em sua planilha de organização financeira.

Transferir todos os seus rastros financeiros para o papel (ou planilha) é etapa imprescindível para mudar o destino de sua vida patrimonial.

3. Gaste menos do que ganha

Depois de fazer uma análise cuidadosa das finanças, é hora de partir para ação. Se suas receitas superam os custos, boa notícia! Agora é trabalhar para manter o equilíbrio e sua organização financeira.

Já quem gasta mais do que ganha não pode perder tempo: é preciso cortar despesas e/ou aumentar as entradas em conta a fim de reverter esse quadro.

O ideal é aprender a viver apenas com 70% dos seus rendimentos; o restante, ou seja, os 30% sobre os quais comentamos, deve ser destinado a investimentos de longo prazo (como previdência privada) ou proteção financeira (como seguro de vida).

No geral, há muitos gastos que podem ser cortados ou reduzidos, como:

• idas a bares e a restaurantes;

• despesas com cuidados pessoais, como tratamentos estéticos e academia;

• compras de supérfluos, como maquiagem, roupas e outros itens não essenciais no dia a dia.

Não é preciso abrir mão de coisas que dão prazer. Mas que tal optar por alternativas mais baratas e priorizar aquilo que é realmente importante (em prol de sua organização financeira)? Assim, você vai voltar a ter as finanças em dia.

Por exemplo, você pode caminhar no parque em vez de pagar academia, ou encontrar os amigos em casa em vez de sair.

4. Quite suas dívidas

Quem está endividado precisa ter como prioridade número um acabar com os débitos em aberto. Se está com pagamentos em atraso, busque os credores para propor uma renegociação.

O ideal é começar pelas dívidas que cobram taxas e juros altos, como o cheque especial. Se necessário, cogite vender algum bem para se ver livre de débitos.

Também é possível pegar um empréstimo que cobre taxas mais baixas para melhorar sua organização financeira (como um consignado).

5. Estude… muito

Você sabe qual a relação entre taxa de juros e inflação? Sabe como esses dois indicadores impactam os investimentos? E quanto às aplicações em renda fixa e variável, como cada uma se beneficia de cada cenário econômico?

Se não tem certeza das respostas, sua missão para reordenar suas finanças pessoais passa por estudar o mercado financeiro.

Conheça os principais investimentos e os gatilhos de volatilidade. O objetivo é saber aonde alocar os 30% de seus rendimentos para multiplicar seu capital no longo prazo.

6. Crie um fundo de emergência

Um passo essencial para manter as finanças em dia é ter uma reserva para imprevistos, como um problema de saúde na família, um eletrodoméstico quebrado ou uma viagem de emergência.

Ao poupar para criar um fundo de emergência, você consolida sua organização financeira e evita ter que se descapitalizar ou pedir empréstimo caso tenha que lidar com algum imprevisto.

Crie a reserva com uma quantia equivalente a três meses de despesas mensais, pelo menos. Aplique-a em um investimento que permita retirar o dinheiro a qualquer momento sem perder rentabilidade.

7. Defina objetivos financeiros

Outra dica importante para ter uma vida financeira equilibrada é definir quais são seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

Isso varia de pessoa para pessoa e, entre as possibilidades, estão dar entrada em um apartamento, fazer um MBA ou ter renda compatível com a atual na aposentadoria, por exemplo.

Os objetivos em seu mapa de organização financeira podem mudar de tempos em tempos.

No entanto, ter com clareza cada um deles na mente ajuda a tomar as melhores decisões. Assim, você sabe que todos os sacrifícios que faz — como reduzir gastos com lazer — são em nome de um propósito maior.

8. Estabeleça metas de gastos

organização financeira

Ter um plano financeiro em mãos é uma das melhores formas de garantir que suas finanças estão sob controle.

Nesse sentido, um passo importante é considerar, no seu planejamento, uma meta de gastos para cada categoria do orçamento. Isso garante que você não terá despesas mais altas do que pode assumir no futuro.

Comece pelas despesas essenciais e fixas, como parcela do financiamento ou aluguel, mensalidade da escola etc. Em seguida, liste gastos como contas de consumo.

Depois, foque prioridades como parcelas de dívidas ou investimentos. Distribua o dinheiro que sobrou pelas categorias relativas ao estilo de vida, como viagens, roupas e afins.

Além de criar as metas, é essencial acompanhá-las ao longo do mês para saber se está conseguindo manter sua organização financeira dentro do que estipulou. Caso gaste mais do que o previsto em alguma área, busque compensar em outra para que as finanças fiquem em equilíbrio.

9. Pesquise preços

Uma vida financeira equilibrada passa por fazer escolhas inteligentes no dia a dia. Um passo importante para alcançar esse objetivo é sempre pesquisar preços antes de efetuar qualquer compra.

Criar esse hábito evita que você gaste dinheiro desnecessariamente em itens que poderiam ser encontrados por um valor menor em outro lugar.

A internet é uma grande aliada. Use ferramentas como Buscapé e Google Shopping para pesquisar preços e não hesite em pechinchar caso encontre o mesmo produto por um valor mais baixo em outro lugar.

Para gastar menos, pagar à vista é uma excelente opção, inclusive porque muitas empresas oferecem descontos que podem chegar a 20% para quem escolhe essa forma de pagamento.

Ferramentas de organização financeira

A internet democratizou a informação e, sabendo onde buscar, você encontrará inúmeros recursos extremamente úteis para dar um upgrade em sua forma de se relacionar com o dinheiro. Alguns exemplos:

• calculadora do cidadão: aplicativo do Banco Central que simula operações financeiras comuns ao dia a dia do usuário, como cálculo de retorno de investimentos, valor futuro de capital corrigido, simulação de prestações em financiamento etc.;

• planilha de orçamento pessoal MAG Seguros: uma planilha completa e intuitiva para você inserir e monitorar suas receitas e despesas a partir de sua casa, no transporte ou no aeroporto;

• agendamento online de consultoria em finanças pessoais: a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP (Universidade de São Paulo) oferece ao púbico em geral, desde 2015, uma consultoria gratuita sobre como alcançar a tão sonhada organização financeira. As orientações são feitas por profissionais especializados, e o agendamento pode ser realizado por meio do e-mail do Serviço de Orientação Financeira (SOF);

• Wallet: disponível para Android/iOS/Web, esse aplicativo de controle de orçamento doméstico tem, como uma de suas maiores vantagens, a possibilidade de compartilhar as informações com outras pessoas, por exemplo, cônjuge ou amigos que dividem despesas.

De toda forma, como você viu, estipular limites é a chave para implementar a organização financeira em sua rotina, e ceder aos impulsos de compra pode se tornar um hábito negativo descontrolado, a desembocar em doenças emocionais difíceis de serem curadas.

Para garantir uma boa organização financeira, mantenha as receitas e as despesas sob controle, evite comprar aquilo que não pode pagar e, principalmente, garanta que seu dinheiro está sendo gasto no que é importante para você. Dessa forma, você será capaz de tomar as melhores decisões financeiras.

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