Como reduzir o impacto do isolamento social em idosos?

Como reduzir o impacto do isolamento social em idosos?

novo coronavírus oferece risco para toda a população. No entanto, pessoas com mais de 60 anos fazem parte do grupo de maior risco da doença. Assim, caso sejam infectados, idosos têm maior chance de desenvolver complicações de saúde que podem levar até mesmo a óbito.

Isso porque, após os 60 anos, há comprometimento gradual do sistema imunológico da pessoa, o que dificulta sua capacidade de frear a ação do vírus. Resultado: há maior possibilidade de ele entrar na corrente sanguínea, atingindo pulmões e causando, por exemplo, uma pneumonia.

Neste contexto, o impacto do isolamento social em idosos pode ser grande, principalmente no caso de homens e de mulheres ativos, que não estão acostumados a ficar sós em casa.

Para reduzir os impactos negativos nos idosos das famílias, é essencial adotar algumas práticas, como incentivar que eles adquiram hobbies, sugerir atividades físicas dentro de casa e fazer videochamadas com filhos e netos. Veja algumas dicas a seguir!

Incentive a prática de hobbies para amenizar o isolamento social em idosos

Saiba como amenizar o isolamento social em idosos

Uma forma de reduzir o impacto do isolamento social em idosos é incentivar a prática de hobbies, como ler, cozinhar ou costurar. O importante é orientá-los a manter a mente ocupada neste momento desafiador, tirando o foco total das notícias sobre a pandemia.

Outro ponto de atenção é não pressionar o idoso a realizar atividades diversas apenas para mantê-lo ocupado. É importante que ele seja estimulado a fazer coisas de que realmente goste.

Você pode também ajudar os idosos da família encomendando livros pela internet ou providenciando os insumos culinários para entrega em casa. Assim, eles praticam seus hobbies sem ter que sair de casa e correr riscos.

Sugira atividades físicas dentro de casa

Outra maneira de amenizar os efeitos do isolamento social em idosos e, também, reduzir a ansiedade que o confinamento traz é sugerir a prática de atividades físicas dentro de casa.

Alongamento, ioga e dança estão entre as opções possíveis de serem praticadas mesmo sem muito espaço interno e sem a necessidade de contar com equipamentos específicos.

É possível baixar aplicativos no celular, assistir a vídeos no YouTube ou, até mesmo, participar de lives no Instagram.

É essencial, no entanto, reforçar a atenção para que os idosos não corram o risco de se machucar durante o exercício.

Incentivar a prática de meditação é outra dica para que os idosos possam passar com mais tranquilidade por esse período de quarentena.

Há meditações guiadas no YouTube e diversos aplicativos gratuitos dedicados àqueles que querem começar a meditar. Aposte nesses recursos!

Faça videochamadas com filhos e netos

A solidão é uma das grandes vilãs neste período de isolamento social. Idosos que moram sozinhos estão ainda mais propensos a se sentirem solitários por não terem ninguém com quem conversar em casa.

Para manter a convivência familiar em dia mesmo nesse período de distanciamento social, é importante criar uma rotina de comunicação constante.

Seja por meio de troca de mensagens, telefonemas e videochamadas, garanta que os idosos conversem constantemente com os netos, os filhos, os amigos e os familiares.

As chamadas por vídeo são um recurso interessante por estimular que as pessoas saiam do pijama e, principalmente, vejam umas às outras, o que reduz a solidão e traz mais felicidade ao dia.

Ao estimular a interação virtual, não só se ameniza o sentimento de isolamento, como ajuda que as pessoas com mais de 60 anos ocupem seu tempo de forma saudável e produtiva.

Incentive que falem sobre seus medos e angústias

Isolamento social em idosos: saiba como evitar problemas

Para garantir a saúde mental e física dos idosos durante o período de quarentena, incentive-os a falar sobre seus medos e angústias. Mesmo uma simples conversa faz toda a diferença no humor de alguém.

Em alguns casos, vale a pena até mesmo incentivar a terapia. São vários serviços do tipo oferecidos online, por profissionais certificados, durante esse momento de crise.

Caso perceba que o idoso está com sintomas de angústia ou de depressão, é importante procurar ajuda o mais rapidamente possível.

Reduza o consumo de notícias

Informar-se é importante, mas é essencial ter atenção ao excesso de notícias em relação à pandemia do novo coronavírus. Ao consumir apenas informações em relação à doença, aos sintomas e ao número de mortes, é possível que o idoso fique ainda mais ansioso e deprimido com o isolamento.

Com o objetivo de manter a saúde mental em dia, é importante ter equilíbrio nessa consulta. Assim, oriente o idoso a consumir notícias com parcimônia, sempre intercalando com programas mais agradáveis, como filmes, séries e novelas.

Pense em combinar com ele um período do dia para verificar as notícias. Sugira a leitura de nacionais e internacionais, além de variar as fontes, a fim de evitar um mesmo tipo de narrativa sobre a pandemia.

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Oriente o idoso em caso de dúvidas

Em um momento tão atípico, é natural que pessoas com mais de 60 anos tenham algumas inseguranças e dúvidas. Para que os idosos passem por esse período da melhor forma possível, garanta que eles tenham todas as informações e orientações necessárias sobre processos diversos.

Muitos idosos têm dificuldade, por exemplo, de fazer compras pela internet ou de começar uma videochamada. Tenha paciência e explique o passo a passo.

Dessa forma, eles se sentirão mais independentes e seguros na realização das mais diversas atividades, sem ter que recorrer a filhos, netos ou amigos.

Independência é um ponto importante aos idosos, principalmente em momentos em que se sentem mais vulneráveis, como o atual.

Além de colocar em práticas essas dicas para amenizar o isolamento social no idoso, é importante ter atenção redobrada na avaliação da saúde física e mental das pessoas com mais de 60 anos neste momento desafiador que estamos vivendo.

Caso o idoso apresente qualquer sintoma suspeito, é essencial buscar ajuda médica rapidamente. Assim, fica mais fácil garantir que as medidas de prevenção do coronavírus não se tornarão um fator para o surgimento de outras doenças, como depressão. O cuidado e a atenção dos membros da família fazem a diferença em cenários como esse.

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  • Publicado

    05 de junho de 2020

  • Categoria

    Longevidade

  • Tags Relacionadas

    Saúde

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