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Fui demitido. E agora? Entenda seus direitos e não saia no prejuízo!

Fui demitido. E agora? Entenda seus direitos e não saia no prejuízo!

Fui demitido. E agora? Além de gerar uma boa dose de burocracia e algumas dores de cabeça, uma demissão também mexe bastante com o lado emocional.

Por isso, nossa dica número um é: tente manter a calma e a serenidade para tomar boas decisões nesse momento delicado. Com tranquilidade, você pode partir para as nossas próximas dicas!

Acompanhe o post e veja como agir para fazer valer seus direitos e, de bônus, vá pensando em formas de conseguir um novo trabalho!

Quais são os direitos cedidos ao trabalhador?

Ao ser demitido, o trabalhador tem alguns direitos que dão um suporte importante, sendo de grande ajuda para se preparar para o futuro. Veja só!

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Aviso prévio

O aviso prévio é um direito tanto do empregado como do empregador. Assim, qualquer uma das partes que queira rescindir o contrato de trabalho unilateralmente deve comunicar essa intenção com um prazo mínimo de 30 dias.

Assim, o profissional pode procurar outro emprego e não prejudicar o sustento da família, e a empresa pode iniciar o processo de recrutamento para contratar um novo funcionário e não prejudicar as atividades.

Caso o empregador queira afastar o funcionário imediatamente, terá que arcar com o chamado aviso prévio indenizado. Ele equivale ao salário relativo a um mês de trabalho, mas sem que o empregado precise continuar com as atividades.

Saldo de salário

A rescisão do contrato de trabalho também dá ao funcionário o direito de receber o salário do mês atual de forma proporcional aos dias trabalhados.

Assim, se foram trabalhados 15 dias, o empregado terá direito a receber 50% da remuneração relativa àquele mês. Afinal, não seria justo o profissional não receber nada só porque não terminou o mês na empresa.

Férias vencidas e proporcionais

Também é bom ficar de olho nas férias no momento da rescisão do contrato. Caso o trabalhador tenha férias vencidas, ele receberá duas indenizações diferentes: uma relativa às férias efetivamente vencidas e outra referente às férias proporcionais.

Quanto às férias vencidas, o profissional recebe o salário equivalente a um mês de trabalho, mais o adicional constitucional.

Por outro lado, mesmo que o empregado não tenha direito a férias (por não ter completado um ano de serviço sem gozar do benefício), ele deve receber proporcionalmente os valores relativos às férias que tiraria no futuro.

Vamos supor, por exemplo, que um funcionário tenha tirado férias assim que completou 12 meses de serviço. Após voltar do descanso, trabalhou durante um mês e, na sequência, foi mandado embora. Nesse caso, ele terá direito a receber todas as vantagens relativas às férias na proporção de 1/12.

Saque e multa do FGTS

O trabalhador demitido também tem o direito de sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Trata-se de uma conta bancária mantida em nome do trabalhador na Caixa Econômica Federal em que o empregador realiza depósitos mensais, somando o valor de um salário por ano de serviço.

Outro direito muito importante do trabalhador brasileiro é a multa rescisória de 40% sobre o valor do FGTS. É isso mesmo! O patrão tem que arcar com uma multa correspondente a 40% do valor que ele depositou no Fundo de Garantia. Com isso, a intenção da lei é incentivar a continuidade das relações de trabalho, dificultando a quebra do vínculo.

Vamos ilustrar com um exemplo: se o trabalhador recebe uma remuneração de 4 mil reais por mês, ao final de 5 anos de trabalho, poderá sacar 20 mil reais da conta do seu FGTS.

Isso faz com que a multa rescisória do contrato de trabalho fique em 8 mil reais. Como você pode ver, quanto maior o tempo de serviço, mais alta é a multa rescisória.

Seguro-desemprego

O seguro-desemprego é um benefício oferecido pela Previdência Social. O objetivo é fazer com que o trabalhador não fique totalmente desamparado durante o período necessário para que consiga outro emprego.

Vale lembrar que o valor do benefício depende do valor da contribuição ao INSS e está limitado ao teto da previdência.

Demissão por justa causa

Até agora falamos apenas do trabalhador que é demitido sem justa causa — ou seja, sem ter feito nada que pudesse justificar o ato da demissão por sua culpa exclusiva. Mas e se o trabalhador é demitido com justa causa? Nesse caso, quais são seus direitos?

A demissão por justa causa pode acontecer em casos em que o trabalhador tem envolvimento com adulteração ou subtração de documentos, furto de bens da empresa, assédio ou violência, embriaguez, violação de segredo industrial ou comercial, negligência no serviço e outras possibilidades.

Nessas situações, o trabalhador perde o direito a todos os benefícios citados neste post. Saiba: o funcionário demitido por justa causa deve receber apenas o saldo de salário e o salário-família. Se tiver mais de 1 ano de casa, tem também o direito de receber férias proporcionais e vencidas.

Quanto será recebido após a demissão em período de pandemia?

Segundo a Lei 14.020, que criou o programa emergencial de manutenção de emprego e renda, reconhece-se a garantia provisória ao trabalhador que tiver sua jornada de trabalho ou renda reduzidas, ou tiver seu contrato temporariamente suspenso durante o estado de calamidade pública nesta pandemia.

Se o trabalhador for demitido sem justa causa nesse período, ele receberá, além das habituais verbas rescisórias, uma indenização.

Fui demitido, e agora, como superar esse momento?

É claro que perder o emprego não é fácil para ninguém, mas é uma situação por qual todos passarão mais cedo ou mais tarde, concorda?

Então, o ideal é saber lidar com essa situação. E existem algumas ações e atitudes que contribuem para encarar o período com maior equilíbrio e tranquilidade. Vamos compartilhar algumas dessas dicas com você!

Fique calmo

A primeira dica pode parecer óbvia, mas entrar em desespero ou ficar paralisado diante da situação não é produtivo e só piora o quadro. Profissionais da saúde mental sabem muito bem que o desemprego gera um impacto psicossocial importante, inclusive acarretando dificuldades cognitivas e problemas de relacionamento familiar.

Afinal de contas, muitos temores podem rondar a mente do profissional, como “fui demitido, e agora como vou conseguir o necessário para o sustento da família? Além disso, há as incertezas acerca da recolocação no mercado de trabalho.

Por isso, em casos mais sérios, é necessário buscar ajuda profissional médica. Mas não é hora de perder o controle. Encarar a situação de forma racional e natural é o melhor caminho, e ajuda a ficar mais calmo. Além disso, lembre-se de que boa parte dos medos vem de problemas que não surgiram e talvez nunca surjam.

Seja ético

Por mais traumática que tenha sido a demissão, é importante não deixar as emoções falarem mais alto. Por exemplo, tentar manchar o nome da empresa ou dos gestores não vai resolver a situação. Pelo contrário, talvez gere mais dificuldades.

Assim, independentemente de ter razão ou não, seja sempre ético. Lembre-se de que manter um relacionamento amigável com a antiga empresa pode garantir boas referências para futuras contratações.

Repense a trajetória profissional

A demissão pode ser uma ótima oportunidade de pensar sobre a carreira e avaliar as habilidades e o desempenho profissionais. Por exemplo, tente considerar o porquê de ter sido demitido. Reflita se sua performance poderia ter sido melhor ou que atributos seriam desejáveis para adicionar em seu currículo.

A partir dessa reflexão, você pode determinar em quais aspectos é possível melhorar. Por exemplo, é preciso obter alguma certificação específica? Será que cursos de reciclagem poderiam ajudar a se manter atualizado com as novas tendências? Há aspectos do seu trabalho ou campos da sua área de atuação nos quais você pode buscar mais conhecimento técnico?

Ao mesmo tempo em que você repensa o desempenho anterior e as habilidades que deseja desenvolver, analise também a sua trajetória profissional como um todo. Reavalie objetivos e tente entender se o caminho que percorreu até aqui conduzirá você rumo aos seus sonhos.

Atualize-se

Depois de toda essa reflexão e planejamento, é hora de colocar a mão na massa. Se já determinou que cursos é necessário fazer, informe-se sobre as instituições e portais em que é possível estudar. Você vai perceber que muitos deles são gratuitos, e você ainda terá muito tempo livre para se dedicar à sua formação.

A transição entre empregos é o momento ideal para o trabalhador investir em si. E não estamos falando necessariamente em um investimento financeiro.

O mais importante é voltar a atenção às suas qualidades e tornar-se ainda mais competitivo perante o mercado. Isso pode incluir a atualização do currículo, a realização de um curso de qualificação profissional, a criação ou a manutenção de uma rede de contatos na área profissional em que atua, e até um “tapa” no visual.

Faça da busca pelo emprego uma rotina

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Em uma corrida, o atleta normalmente sabe o quanto falta para completar seu trajeto, e isso pode dar mais motivação. Mas a busca pelo emprego não é uma corrida previsível. Nunca se sabe qual entrevista ou proposta trará um bom resultado, ou seja, não é possível ver uma linha de chegada com antecedência. Por isso, você não pode desistir.

É necessário ter bastante paciência e fazer dessa busca uma rotina. Entre em contato com colegas de profissão e pesquise em jornais, em redes sociais, na internet e em qualquer outro canal usado para divulgar vagas de emprego.

Ao mesmo tempo, é preciso ter equilíbrio, pois essa tarefa pode ser angustiante e frustrante. Então, tire tempo para ficar com a família, visitar amigos e parentes e relaxar.

Pense fora da caixa e seja flexível

Outra dica muito importante em um momento como esse é tentar ser flexível. Muitas pessoas enfrentam dificuldades para voltar ao mercado de trabalho porque se apegam demais às condições anteriores, como cargos ou vantagens. Acabam ficando presos ao modelo e à atividade a que estavam acostumados, e perdem ótimas oportunidades de trabalho.

Embora seja importante mirar uma vaga compatível com seu perfil, nem sempre é possível encontrá-la. Por isso, lembre-se de que o importante é voltar ao mercado! Se o cargo ou as atividades não forem compatíveis com suas habilidades, certamente o tempo mostrará espaço para crescimento, seja dentro, seja fora da empresa.

Assim, abra a mente para oportunidades que apresentem rendimentos e qualificações diferentes do esperado. Tudo é uma questão de demanda e de oferta, e nem sempre o mercado vai estar a favor dos seus anseios.

O que fazer para se prevenir problemas de uma possível demissão?

Nem sempre é possível evitar a demissão. Mas existem ações que você pode tomar para prevenir o impacto negativo desse problema no seu orçamento familiar. Veja algumas estratégias!

Seguro e previdência privada

Um modelo de proteção adicional que tem caído nas graças dos brasileiros é o seguro de vida com cobertura para desemprego involuntário.

Isso significa que, dependendo da cobertura, a seguradora se compromete em suprir a renda ou a pagar o aluguel enquanto o segurado estiver desempregado. Trata-se de uma modalidade de seguro bastante interessante em tempos de instabilidade e crise.

Além de contratar um seguro, você também pode contar com a proteção e a garantia de uma previdência privada. A intenção é que seja um investimento de longo prazo, possivelmente para complementar a aposentadoria e manter o padrão de vida da família.

No entanto, a previdência privada também pode ser usada como socorro em uma crise — como é o caso do famoso e agora que fui demitido? É uma ótima ideia, que deve entrar quanto antes para sua listinha de prioridades!

seguro de vida familiar

Reserva de emergência

Outra estratégia que entra em qualquer manual de finanças pessoais é a reserva de emergência. Alguns especialistas recomendam que sejam reservados pelo menos um montante equivalente a 12 meses de despesas. Ou seja, se você ganha cerca de R$ 3 mil, o total anual ficará em R$ 36 mil.

É claro que esse é um cenário ideal. Mas você pode determinar um período suficiente, além do seguro-desemprego, para contar com uma renda que dê a você e a sua família o suporte necessário.

Networking

Manter um bom relacionamento com outros profissionais, dentro e fora da empresa, é conveniente não apenas para ajudar a se manter atualizado. Esse esforço pode ser de grande ajuda em casos de desemprego, pois seus contatos podem auxiliar você em uma recolocação.

É importante manter um bom relacionamento com a chefia. Não se trata aqui de bajulação, mas a ideia é que você seja visto como um parceiro do negócio, que tenha uma atitude positiva sobre as estratégias da empresa.

Profissionais insatisfeitos e queixosos geralmente são os primeiros a serem demitidos, enquanto os que se posicionam como parceiros do negócio tendem a se manter por mais tempo.

Assim, de uma forma geral, sempre seja colaborativo e positivo e tenha relacionamentos produtivos. Isso pode ajudar muito em tempos de crise e demissão.

“Fui demitido. E agora?”. Bom, agora que você sabe como lidar com o problema e que estratégias usar para proteger seu patrimônio e sua família durante esse período difícil.

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